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17/01/2007 - 17h42

Greenergy diz comprar óleo de palma só de fonte "verdes"

LONDRES (Reuters) - A maior companhia independente de biocombustível da Grã-Bretanha, a Greenergy, anunciou nesta quarta-feira que o óleo de palma utilizado como matéria-prima não está associado ao desmatamento de florestas tropicais.

Grupos ambientalistas afirmam que o desmatamento é o lado ruim do crescimento do mercado de biocombustíveis, na medida em que países buscam alternativas a combustíveis fósseis, impulsionados em parte por temores relacionados a questões energéticas.

A companhia de petróleo BP informou nesta quarta-feira que não vai fazer mistura com o óleo de palma, em parte devido a preocupações ambientais.

A Greenergy tem 8 por cento de participação no mercado de combustíveis da Grã-Bretanha e mais da metade do mercado de biocombustíveis. A empresa vende quase 4 bilhões de litros de combustíveis no Reino Unido por ano.

O CEO da Greenergy, Andrew Owens, afirmou que poderia garantir que o produto utilizado pela Greenergy não é proveniente de plantações resultantes de destruição de florestas.

"Nós não usamos óleo de palma da Malásia. Nós temos o mais elevado critério de compra em toda a indústria", ele acrescentou.

"O fornecedor tem que aceitar, com transparência, inspeções independentes. Nós só negociamos com pessoas da RSPO (sigla em inglês da entidade que garante que o óleo de palma vem de áreas que respeitam critérios de sustentabilidade)."

Biocombustíveis são derivados de lavouras como cana, milho e palma, e além de aumentar a diversidade de fontes de energia eles produzem emissões menores de dióxido de carbono, responsável pelo aquecimento global, do que os combustíveis fósseis.

Mas os danos provocados pela queima de florestas para novos plantios podem ser maiores do que os benefícios ambientais trazidos pelos biocombustíveis.

Incêndios e outras consequências da devastação contribuem para 18 por cento das emissões globais de gases responsáveis pelo efeito estufa, mais do que todo o setor de transporte no mundo, de acordo com Nicholas Stern, autor de um importante relatório divulgado no ano passado sobre economia e mudanças climáticas.

"A disseminação das plantações de palma têm sido a maior causa de desmatamento na Malásia e uma das maiores na Indonésia", disse Ed Matthew, da campanha de biocombustível da ONG Friends of Earth (Amigos da Terra).

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