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30/01/2007 - 08h53

ONU pressiona por encontro especial sobre mudanças climáticas

Por Daniel Wallis

NAIRÓBI (Reuters) - Um encontro de líderes mundiais sobre mudanças climáticas ajudaria a aproveitar o bom momento criado por notícias sobre a alteração de atitude em Washington em relação ao aquecimento global, disse nesta terça-feira um porta-voz do setor ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU).

O encontro, possivelmente em setembro, teria como foco a busca por um sucessor ao Protocolo de Kyoto. O tratado prevê corte de emissões de gases causadores do efeito estufa -- ligados a previsões de ondas de calor, enchentes, secas e elevação dos níveis dos mares. Nesta semana, o maior estudo científico feito até agora sobre a participarão do homem na mudança climática concluirá que há pelo menos 90 por cento de probabilidade de que atividades humanas, principalmente a queima de combustíveis fósseis, sejam responsáveis pela maior parte do aquecimento nos últimos 50 anos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, colocou a mudança climática no topo de suas prioridades e está reunido com autoridades do Programa Ambiental das Nações Unidas no Quênia.

"A cúpula especial sobre mudança climática está na prioridade da agenda", disse Nick Nuttal, porta-voz do chefe do programa ambiental, Achim Steiner. "Este é um ano crítico e precisamos reunir países desenvolvidos e em desenvolvimento rumo a uma conclusão."

Sob o acordo de Kyoto, 35 países industrializados concordaram em cortar as emissões de dióxido de carbono para níveis 5 por cento abaixo dos índices de 1990 no período de 2008 a 2012.

Os Estados Unidos retiraram-se do tratado em 2001, dizendo que Kyoto levaria a uma queda do emprego e que o acordo errou ao excluir países em desenvolvimento das metas para 2012. Mesmo assim, o presidente George W. Bush disse na semana passada que a mudança climática é um "grave desafio".

A seriedade deste desafio será ressaltada na próxima sexta-feira, com a divulgação de um estudo feito por 2.500 cientistas de mais de 130 países para o Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC).

O relatório, segundo fontes do setor científico, prevê que as temperaturas médias globais subam entre 2 e 4,5 graus centígrados acima dos níveis pré-industriais até 2100.

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