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07/05/2007 - 12h07

Após relatórios alarmantes, ONU pede medidas contra aquecimento

Por Alister Doyle
BONN, Alemanha (Reuters) - A Organização das Nações Unidas (ONU) defendeu na segunda-feira, em uma conferência sobre o clima da qual participam 166 países, a adoção de medidas mais drásticas no combate ao aquecimento do planeta após relatórios advertindo sobre o perigo de o fenômeno provocar um número maior de enchentes e secas.

Mais de mil delegados de governo presentes ao encontro, que acontece nos dias 7 e 8 de maio, tentarão encontrar formas de romper o impasse existente nas negociações internacionais a respeito da prorrogação, para além de 2012, das ações mundiais de combate às mudanças climáticas.

"Precisamos de cortes profundos na emissão (de gases do efeito estufa) vinda dos países industrializados", afirmou Yvo de Boer, chefe do Secretariado das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas. O encontro acontece em um hotel de Bonn.

A autoridade pediu aos delegados que levassem em consideração os três relatórios divulgados em 2007 pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), um órgão da ONU.

Segundo De Boer, os países, em especial os maiores responsáveis pelas emissões, deveriam se envolver mais profundamente no combate ao aquecimento e as nações em desenvolvimento deveriam receber incentivos para participarem desses esforços.

Nos próximos anos, a China deve substituir os EUA na qualidade de maior emissor de gases do efeito estufa do mundo.

Nenhum dos dois países comprometeu-se, no Protocolo de Kyoto, com metas de corte nas emissões. Esse tratado obriga 35 países industrializados a diminuir, entre 2008 e 2012, suas emissões de gases do efeito estufa para um patamar 5 por cento menor que o registrado em 1990.

"A comunidade internacional deveria envolver-se, em caráter urgente, com a transição para uma sociedade com baixo nível de emissão de carbono", disse, no início das negociações em Bonn, a União Européia (UE), principal defensora do Protocolo de Kyoto.

Relatórios divulgados neste ano por cientistas ligados à ONU responsabilizaram as atividades humanas, em especial a queima de combustíveis fósseis, pelo aquecimento.

Esses documentos prevêem que o acúmulo de gases do efeito estufa provocará fenômenos como ondas de calor, a disseminação de doenças, a quebra de safras na África, o derretimento de geleiras e a elevação do nível dos oceanos.

O terceiro relatório, divulgado em Bangcoc na sexta-feira, afirmou que a luta contra o aquecimento poderia frear em até 3 por cento o crescimento da economia mundial em 2030 e que medidas menos drásticas poderiam até mesmo incentivar a atividade econômica.

As negociações em Bonn preparam o terreno para um encontro de ministros a acontecer em dezembro, em Bali.

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