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27/06/2007 - 14h02

Estudo nega que energia nuclear ajude a combater aquecimento

LONDRES (Reuters) - O mundo precisaria começar a construir usinas nucleares já, ao ritmo inédito de quatro por mês, para que a energia nuclear tivesse uma participação significativa no combate ao aquecimento global, disse na quarta-feira o Grupo de Pesquisa de Oxford sobre o futuro desse tipo de energia.

Segundo os especialistas do grupo, além disso ser impossível, tem graves implicações para a segurança mundial, por causa da proliferação das armas nucleares.

O estudo rebate o crescente movimento pelo investimento na energia nuclear como forma de energia "limpa." Hoje, a energia nuclear é responsável por cerca de 16 por cento da demanda de eletricidade do mundo.

De acordo com o documento, para que a energia nuclear ajudasse significativamente a reduzir as emissões de carbono, ela teria de responder por um terço da demanda de eletricidade até 2075.

Para chegar a isso, de acordo com os autores, teriam de ser construídas quatro usinas nucleares ao mês pelos próximos 70 anos. "Um renascimento nuclear mundial está fora da capacidade da indústria nuclear, e sobrecarregaria a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica", disse o texto.

"A menos que se demonstre com certeza que a energia nuclear pode fazer uma grande contribuição para a mitigação global do CO2, ela deve ser deixada de fora", afirmou o relatório.

Os defensores da energia nuclear dizem que ela emite muito pouco dióxido de carbono, o gás-estufa que está entre os responsáveis pelo aquecimento global.

O levantamento afirmou que existem 429 reatores nucleares em operação, e 25 estão em construção.

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