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19/02/2009 - 16h30

Com recessão global, ataques de tubarões diminuem no mundo

MIAMI (Reuters) - Mesmo os tubarões sentiram o impacto da crise econômica global. O número de ataques de tubarões contra humanos em todo o mundo caiu em 2008 para o nível mais baixo em cinco anos, aparentemente porque a recessão interferiu no movimento das férias no mar, anunciaram quinta-feira pesquisadores da Universidade da Flórida.

Eles confirmaram 59 ataques de tubarão contra humanos em 2008, ante 71 do ano anterior, o menor número desde 2003.

"Não posso deixar de pensar que contribuindo para essa redução pode estar a hesitação das pessoas em tirar férias e ir à praia por razões econômicas", disse George Burgess, diretor do Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão na universidade.

"Percebemos declínios similares durante a recessão que se seguiu aos eventos de 2001, apesar do fato de que as populações humanas continuaram a aumentar", afirmou ele, em referência aos ataques de 11 de Setembro.

Nos últimos anos, ataques contra turistas em férias foram registrados em partes remotas do planeta, como as Ilhas Cocos, no Oceano Índico, onde nunca se havia registrado um incidente do tipo, disse ele.

Quatro ataques do ano passado foram fatais - dois no México, um na Austrália e um nos Estados Unidos.

O La Niña, o fenômeno meteorológico que traz os animais do fundo do oceano para perto da costa, provavelmente foi uma das causas da morte de dois surfistas e dos ferimentos em um terceiro ocorridos em menos de um mês numa região de resorts na costa do Pacífico no sul do México, afirmou Burgess.

A vítima dos EUA foi um homem de 66 anos que nadava em Solana Beach, na Califórnia, e na Austrália um garoto de 16 anos foi morto na costa leste do país.

O número de ataques de tubarões nos EUA, que em geral responde por cerca de dois terços do total mundial, caiu para 41 no ano passado, em comparação com 50 de 2007. Trinta e dois ocorreram na Flórida, que possui uma concentração maior de tubarões porque as águas mais quentes abrigam espécies não encontradas nas regiões mais frias.

Como nos anos anteriores, os surfistas foram as grandes vítimas nos ataques de todo o mundo, 57 por cento. Com freqüência, os tubarões confundem os surfistas com presas.

"As braçadas e em particular o movimento dos pés na superfície da água onde a visibilidade é precária atraem os tubarões", afirmou Burgess.

Ele duvidou que a recessão tenha afastado os surfistas do esporte. "Tudo o que têm a fazer é dirigir até a praia com a prancha e entrar na água, o resto é de graça", disse Burgess.

Mas os que apenas vão nadar ou refrescar têm uma probabilidade maior de serem afetados pelo aperto econômico, disse ele.

"Esse é o tipo médio de pessoas que vão para água para recreação, deitam-se na praia, tomam sol e levam as crianças para as ondas para um mergulho", afirmou ele. "Acredito que esses números caiam em 2009."

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