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 Brasil

14/09/2007 - 10h00
Em Roraima e DF, mais de 50% da população é de migrantes

Da Redação
Em São Paulo

Dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios) de 2006, divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que o Centro-Oeste, na análise por regiões, e Roraima, em relação aos Estados brasileiros, destacam-se como pólos de atração migratória no Brasil. Na contramão, o Nordeste aparece como pólo de "expulsão", acompanhando uma tendência histórica.

Segundo os dados da Pnad 2006, dos 405 mil habitantes do Estado de Roraima, 92 mil pessoas são nascidas no Maranhão, 34 mil no Pará, 28 mil no Amazonas e 14 mil no Ceará. Ou seja, a maior parte de migrantes de Roraima nasceu em Estados das regiões Norte e Nordeste.

Já a população do Distrito Federal é composta por nascidos em várias regiões do Brasil. Do Piauí, a pesquisa constatou que a migração para o DF foi de 124 mil; da Bahia, foram 137 mil; de Goiás, 179 mil; e de Minas Gerais, foram 212 mil pessoas.
FLUXO MIGRATÓRIO
No Centro-Oeste, os migrantes dos municípios superaram a população natural, registrando o índice de 54,2%. Além disso, 35,8% da população da região nasceu em outros Estados. Neste item, o destaque foi o Distrito Federal, onde mais da metade dos moradores (51,8%) são imigrantes.

O cenário se repete em Roraima, onde 53,7% dos moradores vieram de outros Estados. Do total de 405 mil habitantes, somente 188 mil são naturais do Estado; só do Maranhão, moram em Roraima 92 mil pessoas. Em relação à migração interna (entre cidades), 62% dos moradores não vivem em seu município de origem.

Segundo Antônio Luiz Carvalho Leme, coordenador do IBGE em São Paulo, a explicação para o fluxo migratório para estas regiões se dá pela expansão da economia nestas áreas, motivada principalmente pelo agronegócio. "São Paulo vem apresentando queda na intensidade migratória, pela saturação e precarização do mercado de trabalho, e novos Estados aparecem como pólos de atração", explicou Leme.

Em termos gerais, os dados da Pnad 2006 mostraram que 40% da população brasileira (ou 74.935 milhões) não vivem no município onde nasceram. Além disso, 16% (ou 29.892 milhões) não são naturais do Estado em que moram. "Em relação a 2005, os números mostram uma estabilização, com leve tendência de crescimento", afirmou Leme.

O migrante do começo deste século no Brasil é jovem: 71,6% possui entre 18 e 59 anos, caracterizando uma concentração de pessoas adultas que se deslocam, principalmente, em busca de melhores oportunidades de trabalho.

Nesta faixa etária, a maioria dos migrantes entre os Estados é da região Norte (75,2%). Já o Centro-Oeste concentra o maior número de migrantes internos entre 18 e 59 anos: 72,4%.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população de 10 anos ou mais de idade) do contingente de migrantes superou o dos naturais do Estado de residência. O índice para as pessoas naturais da Unidade da Federação de moradia foi de 56,4% e alcançou 60,5% para os migrantes.
PERFIL DO MIGRANTE
Município de origem
Na análise que aponta no Centro-Oeste os maiores índices de migração de municípios por região, a Pnad mostrou que a tendência se apresentou nos quatro Estados. Goiás registrou 53,7% de imigrantes de município; Mato Grosso, 59,8%; Mato Grosso do Sul, 50,9%; e Distrito Federal, 51,8%.

Nas demais regiões, o Nordeste registrou 31,5% de não-naturais do município; a região Sudeste, 41,3%; a região Norte, 42,2%; e a região Sul, 44,3%.

Se em Roraima o fluxo interno apresentou o maior índice (62,6%), em Alagoas o percentual foi de 24,2%, o menor entre os Estados.

Estado de origem
Centro-Oeste lidera também os índices de migração por Estado, com 35,8%. Na seqüência estão as regiões Norte (21,7%), Sudeste (18,4%), Sul (11,9%) e Nordeste (7,6%).

Enquanto Roraima se destaca como um pólo de atração migratória, com 53,7% de imigrantes de outros Estados, o Rio Grande do Sul aparece na lanterna, com apenas 3,8% de moradores que declararam ter nascido em outros Estados.

"A estrutura de trabalho no Rio Grande do Sul, baseada em grande parte na agricultura familiar, segura a população no Estado e desencoraja a migração", explicou Leme.



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