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06/06/2007 - 16h28

G-8 começa com controvérsias sobre o clima

HEILIGENDAMM (Alemanha), 6 jun (AFP) - A Cúpula do G-8 (Grupo dos oito países mais industrializados do mundo) foi inaugurada na noite desta quarta-feira com controvérsias sobre a questão do aquecimento climático e acusações polêmicas entre americanos e russos sobre temas ligados ao rearmamento e à democracia.

Assim, a chanceler Angela Merkel terá que acabar reduzindo suas ambições no G8 relacionadas a um consenso sobre as mudanças climáticas, no alto da agenda da cúpula de Heiligendamm (nordeste): os Estados Unidos se recusam a aceitar uma meta global a longo prazo para a redução dos gases causadores do efeito estufa (GES).

O encontro anual foi aberto com uma recepção e um jantar num castelo barroco em cenário campestre.

Pouco antes, na presença de Angela Merkel, o presidente George W. Bush se declarou animado, garantindo querer trabalhar com o G8 num acordo pós--Kyoto sobre a redução das emissões dos gases do efeito estufa.

No entanto, reconheceu Merkel, "é claro que as metas definidas pelos europeus não podem ser todas compartilhadas imediatamente pelo restante do mundo".

"A verdadeira questão é: teremos avançado no fim da Cúpula? Isto explica o reconhecimento da origem humana da mudança climática e que precisamos de um processo no qual a ONU esteja envolvida", insistiu.

Jim Connaughton, um dirigente da administração americana para o meio ambiente, destacou que os EUA não querem nem ouvir falar em compromisso antes das discussões nos próximos 18 meses com os principais emissores, principalmente a China e a Índia.

Segundo Jim Connaughton, o comunicado final não anunciará uma meta global a longo prazo: "não estamos preparados para adotar esta proposta".

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, declarou que o Japão e os Estados Unidos condividem um "quadro realista", mas "flexível". Esta posição ilustra o papel de mediador que Abe pretende desempenhar entre europeus e americanos.

Merkel recebeu, em contrapartida, o apoio claro de outros membros do G-8 para sua proposta sobre o clima, que prevê a assinatura na ONU, a partir de 2009, de um novo acordo pós-Kyoto (após 2012) com metas quantificadas.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, reiterou seu desejo de obter "uma meta determinada" ao final da cúpula do G8.

Além disso, George W. Bush rejeitou nesta quarta-feira a idéia de que a escalada verbal entre a Rússia e os ocidentais possa desembocar numa escalada militar, devido às ameaças do Kremlin.

"A Rússia não vai atacar a Europa", afirmou Bush. Merkel completou: "a guerra fria acabou".

Vários aliados europeus de Bush defenderam uma atitude firme com Putin. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, prometeu "uma franca discussão com ele", assim como o fez Sarkozy.

Em relação a outro grande assunto do G-8, a ajuda ao continente africano, o Papa Bento XVI pediu oficialmente nesta quarta-feira que os oito cumpram suas promessas de "aumentar significativamente sua ajuda ao desenvolvimento feitas em Gleneagles em 2005". Alguns países parecem ter ressalvas para conceder novas ajudas, segundo fontes das delegações presentes.

Num clima tenso, a polícia utilizou nesta quarta-feira jatos d'água para dispersar os manifestantes que se aproximavam da barreira de segurança do local da reunião em Heiligendamm.

Várias estradas foram bloqueadas perto da barreira de segurança, que tem 12 km, assim como a estrada de ferro dos arredores.

Para esta cúpula de alta tensão, a pequena estação da costa báltica foi completamente isolada do mundo por 16.000 policiais, enquanto helicópteros e barcos cruzam o céu e o mar.

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