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11/06/2007 - 15h57

Cientistas japoneses descobrem promissora vacina anticólera

CHICAGO, EUA, 11 Jun (AFP) - Uma nova vacina feita com base em arroz poderá dar aos países em desenvolvimento um tratamento barato e eficaz contra a cólera, informaram nesta segunda-feira cientistas japoneses.

Diferente das injeções convencionais contra a cólera, que precisam ser refrigeradas até a inoculação, a vacina de arroz geneticamente modificado pode durar vários anos a temperatura ambiente.

Isto tornará o tratamento experimental não só mais barato, mas também mais fácil de distribuir em locais afetados pela cólera como África, América Latina e algumas partes da Ásia.

Os custos da chamada "cadeia de frio" podem rondar os 200 a 300 milhões de dólares ao ano, segundo os autores do estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

"As vacinas baseadas em arroz oferecem uma estratégia muito prática e efetiva do ponto de vista dos custos para vacinar oralmente grandes populações contra infecções da mucosa, inclusive as causadas por ato de bioterrorismo", afirmaram.

Em testes preliminares feitos em ratos, a nova vacina gerou uma imunidade superior de "dois níveis", provocando a resistência normal do corpo, mas também anticorpos nas superfícies "mucosas" de nariz, boca e trato urinário.

A equipe japonesa criou a vacina inserindo parte da bactéria da cólera, o Vibrio cholerae, na planta de arroz Kitaake. O arroz transgênico foi, logo, dado como alimento para os ratos, em forma de pó.

Provas posteriores mostraram que os ratos desenvolveram imunidade à variedade do cólera, que habitualmente se transmite através de comida ou água contaminadas.

A doença infecciosa causa diarréia aguda que pode causar desidratação e choque, que se não for tratada com soluções orais de reidratação pode chegar a matar.

Os sistemas modernos de tratamento de águas residuais fazem com que a doença não seja mais um problema nos países desenvolvidos, mas ainda mata centenas de pessoas nos países pobres, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A pesquisa foi chefiada por Tomonori Nochi, do Instituto de Medicina da Universidade de Tóquio.

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