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29/11/2007 - 19h27

Mundo não está preparado para pandemia de gripe aviária, diz ONU

Da AFP
Em Nova York
Apesar dos avanços constatados há um ano na reação aos casos de gripe aviária, o mundo continua insuficientemente preparado para enfrentar uma pandemia de gripe humana, informa um relatório divulgado nesta quinta-feira pela ONU e pelo Banco Mundial (Bird).

"Persiste o risco de uma mutação do vírus (H5N1, da gripe aviária) em uma forma facilmente transmissível ao homem, o que teria o potencial de provocar uma pandemia de gripe" em escala mundial, destaca o informe anual.

"A ameaça de epidemia levou a maioria dos governos a melhorar suas técnicas de detecção, de controle e de reação aos agentes patogênicos. Vários planos nacionais não são suficientemente operacionais, porém, e a coordenação desses planos entre os países exige mais atenção", alertou o documento.

"Os agentes patogênicos se tornam mais móveis, devido à maior mobilidade das pessoas e dos bens e das mudanças que ocorrem nos ecossistemas", afirmou o coordenador da luta contra a gripe na ONU e co-autor do relatório, David Nabarro.

"A segurança em longo prazo da humanidade exige que todos os países se preparem juntos para enfrentá-la", acrescentou ele, poucos dias antes de uma conferência ministerial internacional que analisará o tema, de 4 a 6 de dezembro, em Nova Délhi.

Nos últimos três anos, o vírus H5N1 se espalhou rapidamente pela Ásia Oriental, depois pelo norte e oeste da África, pela Europa Central e até no Reino Unido, lembra o texto, que se baseia em dados de 143 países.

Apenas no mês de novembro, novos surtos de gripe aviária foram detectados na Arábia Saudita, Mianmar, Reino Unido e Romênia.

Segundo o informe, o vírus, que havia sido detectado em 16 países em 2005, já estava presente em 55 países em 2006 e deve chegar a 60 este ano. Em seis nações, a situação é preocupante, porque nestas o vírus H5N1 é considerado "enzoótico", ou seja, que continua se difundindo entre as aves domésticas ou silvestres.

O caso mais grave é a Indonésia, quarto país do mundo em população e onde há cerca de 1,4 bilhão de aves de criadouro. De acordo com Nabarro, o vírus continua se propagando em mais da metade das regiões deste território.

Os outros cinco países, onde o vírus é "enzoótico" em algumas áreas, são Bangladesh, China, Egito, Nigéria e Vietnã.

Desde 2003, a gripe aviária já dizimou milhões de aves de criação em todo o mundo e matou 201 pessoas de um total de 330 casos humanos em 10 países. A Organização Mundial de Saúde (OMS) teme que se registre uma mutação do vírus, que poderia torná-lo contagioso entre humanos.

Uma pandemia da mesma amplitude que a gripe espanhola de 1918-1920 deixaria de 51 a 81 milhões de mortos no mundo, dos quais 96% nos países periféricos, estimou, no ano passado, a revista médica britânica "The Lancet".

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