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19/08/2008 - 16h00

Panelas de alumínio são contra-indicadas para quem sofre de insuficiência renal

Marina Almeida
Especial para o UOL Ciência e Saúde
O limite internacional de ingestão de alumínio foi reduzido este ano: passou de sete para um mg/kg por semana. Isso não significa que todas as panelas de alumínio precisem ser jogadas fora.

Apesar da maior restrição ao consumo do metal, recomendada pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e pela OMS (Organização Mundial de Saúde), o uso dessas panelas no preparo dos alimentos tem se mostrado seguro.

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O revestimento das panelas antiaderentes podem desprender-se com facilidade, por isso o ideal é usar colheres de pau, evitando arranhá-las com talheres e esponjas de aço na hora da limpeza
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CUIDADOS COM O MICROONDAS
A contribuição desses utensílios para a ingestão do alumínio está bem abaixo do índice máximo sugerido, de acordo com a pesquisa realizada pelo Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), do Instituto de Tecnologia de Alimentos do Estado de São Paulo.

O estudo, coordenado pela engenheira de alimentos Sílvia Tondella Dantas, baseou-se no modo de preparo e nos hábitos alimentares da população brasileira.

Segundo a pesquisa, a quantidade de alumínio transferido para os alimentos em duas refeições por dia corresponde a cerca de 12,25% do limite de ingestão diária. "A contribuição dada pelo cozimento em panelas de alumínio permanece pequena", afirma Sílvia.

Ela explica que a redução do limite de ingestão do alumínio refere-se, principalmente, ao metal proveniente de outras fontes, como os aditivos alimentares (corantes, aromatizantes, etc).

Restrições

"Toda boa doceira, mesmo sem nenhum estudo, sabe que não se deve fazer doces de calda em panela de alumínio", conta o professor do Instituto de Química, João Pedro Simon Farah.

"Mais partículas deste metal migram para os alimentos em meio ácido, como o necessário para a preparação de doces de compota, porque ele é solúvel nesta condição", explica o professor.

O estudo do Cetea mostra que a maior concentração de alumínio foi encontrada no molho de tomate, que é ácido. Ainda assim, para Sílvia, não há motivo para maiores preocupações. "Uso normalmente as panelas de alumínio, inclusive no cozimento de molho de tomate", conta.

"Pouco do alumínio que ingerimos é absorvido pelo organismo. Provavelmente temos mais contato com essa substância pelo ar que respiramos do que pela sua ingestão", ressalta Farah.

Em altas doses, o metal é muito prejudicial à saúde humana, em quantidades menores, entretanto, seus efeitos são controversos. "Não há nenhuma indicação comprovada que ligue a quantidade de alumínio presente no organismo com o Mal de Alzheimer", diz o professor sobre os estudos que sugerem essa relação.

Há outros cuidados que podem evitar uma maior migração de alumínio das panelas para os alimentos: não mexer a comida com colheres de metal e não lavá-las com esponjas de aço.

Além disso, pacientes com insuficiência renal devem evitar o uso dessas panelas porque seus rins não conseguem eliminar as pequenas quantidades do metal absorvidas diariamente.

Ferro é a solução?

A sabedoria popular também acerta quando recomenda panelas de ferro para pessoas com deficiência desse elemento. Assim como os recipientes de alumínio, essas panelas podem liberar seus componentes para os alimentos.

Nesse caso, porém, a transferência é considerada saudável, já que o ferro é importante nutriente para o funcionamento de várias funções do organismo humano. "Mas não adianta usar panelas de ferro e ter uma alimentação inadequada", ressalta a nutricionista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Eliana Cristina de Almeida.

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