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22/10/2009 - 19h07

Forma como hospital reage a complicações pós-cirurgia determina sobrevivência

Benedict Carey
The New York Times

Pacientes têm chances muito maiores de morrer após cirurgias em alguns hospitais do que em outros, e a sabedoria médica convencional há tempos atribui o excesso de mortes a uma taxa mais alta de complicações pós-operatórias. Porém, um novo estudo contradiz essa noção.

 
Pesquisadores examinaram 84.730 pessoas que se submeteram a cirurgias internas em 186 hospitais entre 2005 e 2007. Eles descobriram que as taxas de mortalidade variavam amplamente entre os hospitais, de 3,5 a 6,9%.
 
As taxas de complicações, entretanto, não mostravam variações significativas: 24,6% dos pacientes nos hospitais com mais mortes passaram por mais complicações após as cirurgias, em comparação a 26,9% dos pacientes nos hospitais com menos mortes.
 
A aparente discrepância sugere que a forma como um hospital reage às complicações pode ser mais importante do que a frequência das mesmas, afirmou o principal autor do estudo, o Dr. Amir A. Ghaferi. O relatório, preparado pelo Michigan Surgical Collaborative for Outcomes Research and Evaluation, da Universidade de Michigan, aparece no The New England Journal of Medicine.
 
“Muitas políticas atuais são focadas em minimizar complicações, e isso é útil”, disse Ghaferi. “Porém, cabe a nós ver o que os hospitais estão fazendo quando encontram uma complicação com um paciente numa situação pós-cirúrgica”.
 

 

Tradução: Pedro Kuyumjian
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