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27/10/2009 - 17h58

Indústria foi o setor que teve o maior aumento de emissões de gases-estufa

Da Agência Brasil

Atualizada às 19h50

 

A indústria foi setor que teve maior aumento de emissões de gases de efeito estufa entre 1994 e 2007, segundo dados divulgados hoje (27) pelo Ministério do Meio Ambiente. Os dados foram comparados com o levantamento anterior, que engloba o período entre 1990 e 1994. O setor que apresentou menor elevação foi o de agropecuária. A maior elevação foi registrada no setor industrial (56%). Entre as atividades industriais que tiveram maior aumento foram a indústria de produtos minerais, com 59%, seguida da química, com 55%, e a metalurgia, com 40% de crescimento.

 

O setor de energia teve um aumento de 54% nas emissões em relação ao período anterior. Dentro desse setor, a área de energia ampla foi a que mais apresentou variação na emissão de gases de efeito estufa, com 85%; seguido do setor industrial (57%) e de transportes (54%).

 

 

O setor de tratamento de resíduos  também teve suas emissões de gases analisadas, com aumento de 32%. A variação maior foi registrada nas emissões provocadas pelo esgoto indústrial (37%). Em seguida ficou o setor resíduos sólidos (34%) e por último o esgoto doméstico (23%).

 

 

 

A agropecuária foi o setor que teve menor aumento na emissão de gases de efeito estufa (30%) em relação ao período de 1990 a 1994. Dentro desse setor, a queima de resíduos agrícolas foi a grande vilã, com aumento de 59% nas emissões. Já o setor de cultivo de arroz teve queda de 37% nas emissões.

 

Meta de 40% de redução

 

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que o governo se esforçará para alcançar a meta de redução de 40% das emissões de gases de efeito estufa até 2020. No setor de agropecuária, estão previstas ações como a combinação de plantio com pecuária num mesmo espaço, a recuperação de áreas degradadas e o plantio direto.

 

“Com essas três medidas combinadas – lavoura, pecuária, recuperação de área degradada e plantio direto – nós reduziremos 7% das emissões globais do Brasil até 2020”, afirmou o ministro.

 

Também estão previstas a redução do desmatamento na Amazônia em 80%, a redução do desmatamento de outros biomas, como o cerrado e a caatinga, o maior uso de biocombustíveis no transporte e a siderurgia verde, que implica, para as indústrias, o plantio de toda a madeira que irão utilizar, sem necessidade de derrubada de árvores nativas, por exemplo.

 

Minc informou que na próxima semana anunciará queda nos índices de desmatamento na Amazônia.

 

Com informações do UOL Ciência e Saúde

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