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27/10/2009 - 15h13

Portadores de hepatite B crônica terão novas opções de tratamento no SUS

Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo

Os portadores da hepatite B contarão com novas opções para tratamento – três medicamentos antivirais, que, associados a outros dois já adotados no Sistema Único de Saúde, ampliam as alternativas de tratamento para o controle da ação do VHB (o vírus causador da doença) no organismo (veja quadro).

 

As drogas fazem parte do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Hepatite Viral Crônica B e Coinfecções, lançado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (27). Os medicamentos devem estar disponíveis nas unidades de saúde até o fim do primeiro trimestre de 2010.

 

Os medicamentos incorporados são os antivirais tenofovir, entecavir e adefovir. A lamivudina e o interferon convencional já fazem parte do protocolo anterior.


Danilo Verpa/Folha Imagem - 05.01.2009
A vacina contra hepatite B oferecida na rede pública para pessoas até 19 anos desde 1998. O restante da população tem de pagar para ser imunizado
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De acordo com dados do Estudo de Prevalência de Base Populacional das Infecções pelos Vírus das Hepatites A, B e C nas capitais do Brasil,  7,44% da população entre 10 a 69 anos já tiveram contato com o VHB (vírus causador da doença). Desses, quase todos o eliminaram do organismo. Mas 0,37% da população pesquisada, em torno de 127 mil pessoas, continuavam com o vírus. Ou seja, estavam com a forma aguda da doença ou desenvolveram a forma crônica.

 

 

A evolução para a forma crônica ocorre em aproximadamente 5% a 10% dos adultos expostos ao vírus. Associada ao consumo de álcool e fumo, à idade e ao histórico familiar, aumenta o risco de cirrose e câncer no fígado. É o tratamento que, ao reduzir a replicação da carga viral e o dano hepático, diminui as chances de evolução para essas doenças graves.

 

Vacina

 

A vacina contra hepatite B é uma das principais medidas de prevenção contra a doença. Após as três doses da vacina, mais de 90% dos adultos jovens e 95% das crianças e adolescentes ficam imunizados contra a doença. Ela é oferecida na rede pública a toda a população até 19 anos desde 1998. Também está indicada para grupos específicos, como profissionais de saúde, independentemente da faixa etária.


A cobertura acumulada atual é cerca de 80% da população nessa faixa etária. Isso equivale a mais 50 milhões de pessoas que receberam as três doses da vacina. Já na faixa etária de 11 a 19, a cobertura cai para 63%. É uma das prioridades do Ministério a ampliação dessa cobertura para perto de 80%.

 

Contágio

 

A hepatite viral B é transmitida pelo sangue, esperma e secreção vaginal. Assim, a transmissão pode ocorrer pela relação sexual desprotegida, pelo compartilhamento de objetos contaminados como: lâminas de barbear e de depilar, escovas de dente, alicates de unha, materiais para colocação de piercing e para confecção de tatuagens e instrumentos para uso de drogas injetáveis. A transmissão via transfusão de sangue e hemoderivados é rara em face da triagem sorológica obrigatória nos bancos de sangue (desde 1978 para a hepatite B e 1993 para a hepatite C).


 

DISTRIBUIÇÃO DOS CASOS CONFIRMADOS DE HEPATITE NO PAÍS
Fonte: SINAN/SVS/MS
Tipo A21.03714.57414.90920.82725.52119.42812.44410.562
Tipo B7.6408.30612.15914.40816.20115.79511.71912.459
Tipo C5.1926.6259.78515.53417.64617.62711.80413.360
Tipo D54111175121150184123139
20012002200320042005200620072008
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