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18/12/2009 - 09h31

Em Copenhague, Lula critica falta de acordo e oferece ajuda para fundo climático

Do UOL Notícias
Em São Paulo
Em novo discurso na Conferência do Clima, em Copenhague, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou na manhã desta sexta-feira (18) o comportamento dos países ricos e em desenvolvimento para se chegar a um acordo sobre as mudanças climáticas.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta sexta-feira (18) em seu discurso na Conferência do Clima em Copenhague, que todas as nações serão "mais fortes e seguras" com um acordo global sobre as mudanças climáticas. "Os países devem fazer parte de um esforço histórico ou cair em divisões", disse. Obama fez um discurso conciliador em busca de um acordo entre os países que participam da cúpula
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Lula também disse que o Brasil está disposto a oferecer ajuda ao fundo global de US$ 100 bilhões para ajuda aos países pobres.

"Estamos dispostos a participar do financiamento se nos colocarmos de acordo aqui em uma proposta final, mas não estamos de acordo que as figuras mais importantes do planeta Terra assinem qualquer documento para dizer que assinamos."

Lula afirmou que esteve em reunião com líderes de Estado até às 2h30 da madrugada desta sexta que ele "sinceramente, não esperava participar". "Era uma reunião com muito chefe de Estado e sinceramente submeter chefe de Estado com determinadas discussões há muito tempo eu não assistia", afirmou. "Me lembrou dos meus tempos de dirigente sindical, quando eu negociava com empresários".

Lula disse que a culpa por tal reunião era não ter trabalhado antes com responsabilidade. "Todos nós poderíamos oferecer um pouco mais se tivéssemos assumido boa vontade no último período. Todos nós sabemos do que é preciso para manter o compromisso das metas e o compromisso dos financiamentos. Temos que manter os princípios adotados no protocolo de Kyoto. Temos reponsabilidades comuns."

Lula afirmou ainda que "gostaria de sair daqui com o documento mais perfeito do mundo, mas se não conseguimos fazer até agora não sei se algum anjo ou algum sábio descerá nesse plenário e colocara na nossa cabeca a inteligência que nos faltou até agora".

O presidente brasileiro criticou o comportamento dos países ricos. "A questão não é apenas dinheiro. Os países em desenvolvimento e os ricos não devem pensar em dinhero como favor, não pensemos que estamos dando esmola, porque o dinheiro que será colocado na mesa é o pagamento pela emissão de gases de efeito estufa feita durante dois séculos por quem teve o privilégio de se industrializar primeiro."

"Não é tarefa fácil", disse. "É necessário mostrar ao mundo de que com meias palavras e com barganhas a gente não encontraria uma solução dessa conferência", alfinetou.

O presidente disse que todos concordaram com o acordo inicial que cita o limite do aumento da temperatura global em 2 graus centígrados, "mas mesmo as metas, que deveriam ser uma coisa mais simples, tem muita gente querendo barganhar".

Lula foi muito aplaudido durante o discurso e ressaltou que o Brasil se comprometeu em apresentar metas de redução de emissão de gases em até 2020. "Assumimos nossos compromissos e transformamos em lei a redução de 36,1% a 38,9%." Lula citou que foram aprovadas mudanças na agricultura, no sistema siderúrgico, no aprimoramento da matriz energética e na redução do desmatamento da Amazônia em 80%.
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