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15/03/2007 - 19h23

UE adverte à indústria sobre atrasos no projeto Galileu

BRUXELAS, 15 mar (AFP) - A Comissão Européia lançou nesta quinta-feira uma advertência às empresas encarregadas de desenvolver o sistema de navegação por satélite Galileu, às quais acusa de paralisar este projeto chave para as ambições tecnológicas européias.

O projeto Galileu, no qual vários países latino-americanos manifestaram interesse e que deverá começar a funcionar em 2010, é o único programa europeu do tipo que concorrerá com o americano GPS e o russo Glonass.

Até agora, a radionavegação por satélite só é utilizada pelos dois sistemas mencionados, controlados e financiados por autoridades militares, enquanto o Galileu é dirigido por autoridades civis.

O sistema europeu deve ser lançado em duas etapas: a primeira, uma fase de "desenvolvimento", será financiada por organismos oficiais como a Agência Espacial Européia (ESA) e a Comissão Européia no valor de 1,5 bilhão de euros (cerca de dois bilhões de dólares); a partir de 2009 se seguirá uma etapa de construção, ativação e exploração dos 26 satélites do sistema e seus serviços, administrada por um consórcio privado que reúne a EADS, matriz da Airbus, as francesas Thales e Alcatel, a italiana Finmeccanica, as espanholas Aena e Hispasat, e a britânica Inmarsat.

Em carta enviada primeiro à presidência alemã da União Européia e depois aos próprios industriais, o comissário europeu dos Transportes, Jacques Barrot, denunciou a atitude do consórcio, que não constituiu até o momento "nenhuma estrutura que reúna os oito sócios".

Barrot também criticou o fato de o consórcio não ter nomeado nenhum negociador para representá-lo nas discussões com a autoridade de vigilância do Galileu.

Estas discussões devem levar à assinatura de um contrato de concessão para a gestão por 20 anos dos serviços e satélites do sistema, que deveria ter sido firmado no fim de 2005 e depois no início de 2006, mas que ainda continua em suspenso.

"Os atrasos acumulados até aqui e a ausência de avanços nas negociações do contrato de concessão devem ser considerados a partir de agora um risco para a entrega do conjunto do projeto nos prazos previstos", destacou Barrot em sua carta.

Neste sentido, não descartou a necessidade de revisar "certos aspectos fundamentais" do projeto, razão pela qual o comissário assegurou querer "explorar alternativas".

Por isso, pediu à presidência alemã que lhe conceda um mandado para fazer uma "avaliação" das "possibilidades de levar a bom termo as negociações atuais e em que condições", bem como das "alternativas razoáveis".
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