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19/04/2007 - 17h23

Academia em Londres se propõe a ensinar tudo sobre sexo

Por Ana Maria Echeverría
LONDRES, 19 abr (AFP) - Se você ainda não conhece a zona erógena que dá mais prazer à mulher, as melhores técnicas de beijo ou como ter um desempenho acima da crítica na cama, tudo o que precisa fazer é viajar para Londres e visitar a Academia do Sexo e Relações (Amora, na sigla em inglês), que acaba de abrir as portas em Picadilly, no coração da capital britânica.

A alguns passos da praça Picadilly, a Amora, "primeiro espaço dedicado ao amor, o sexo e as relações" convida os visitantes, mediante sussurros que proclamam que "o sexo é natural, o sexo é prazeroso", a entrarem num túnel sensorial para melhorar suas técnicas de alcova.

Sob o lema "fazer do mundo um lugar mais sexy", a academia "pretende ajudar as pessoas a se tornarem melhores amantes", explorando as áreas erógenas, a natureza do orgasmo, as fantasias sexuais, e dando aulas para ensinar como beijar melhor e dar mais prazer ao parceiro.

Mas, apesar de ser comum ver ali pênis de todos os tipos, cores e tamanhos; púbis, seios, artefatos usados em jogos eróticos, fotos, imagens e filmes de casais fazendo sexo, é difícil dizer se o local provoca excitação ou gera uma corrente de erotismo.

"Este não é nosso objetivo", explicou à AFP Johan Rizki, diretor da Amora. "Este não é mais um museu do sexo, como os de Nova York, Amsterdã, Barcelona ou Paris", disse Rizki, um especialista em finanças de origem armênio-francesa.

"O museu do sexo de Nova York é um lugar enfadonho, que se foca no sexo do ponto de vista histórico e outros, como o de Amsterdã, tendem para a pornografia", disse. "A Amora trata do sexo hoje e no futuro, não do sexo no passado", explicou.

Após a recepção sussurrante e de pagar a entrada de 12 libras (24 dólares), os visitantes entram em sete salas diferentes, percorrendo os túneis da "atração", "o amor e as relações", "a fisiologia", "o prazer" e "o orgasmo".

Durante a visita, eles recebem todo tipo de aconselhamento para tornar a experiência sexual mais intensa e prazerosa e podem, inclusive, descobrir zonas erógenas tocando modelos em escala humana, feitos em silicone.

A "meta da Amora é falar do sexo de uma forma amena e educativa, sem tabus", insistiu Rizki, negando que sua academia seja um "parque temático", como a imprensa britânica descreveu antes de sua inauguração.

Ele explicou que para isso se apoiou em uma equipe de terapeutas e especialistas em sexo, que darão cursos sobre problemas sofridos por vários casais na cama, como a disfunção erétil, ou sobre doenças sexualmente transmissíveis, mas também sobre a química e os comportamentos sexuais.

Um britânico de origem paquistanesa de 24 anos, que correu para visitar a Amora ao saber da inauguração, disse à AFP que considerava "muito importante que os jovens tenham a seu alcance toda a informação necessária sobre sexo".

Duas jovens britânicas de 18 anos também disseram que souberam da inauguração nesta quinta-feira e correram para visitar a Academia.

"Gostamos de fazer coisas diferentes", disse Chloé, enquanto sua amiga, Hannah, contou ter ficado espantada ao ver alguns modelos de silicone e de saber que também poderia tocá-los.

A Academia do Sexo, fruto de três anos de trabalho e de um investimento de 12 milhões de dólares, ficará aberta das 11h00 às 24h00 locais e espera receber no primeiro ano meio milhão de visitantes, que precisam ser maiores de 18 anos.

Seu diretor revelou que tem planos para abrir franquias em Paris, Berlim e Estados Unidos.
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