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23/05/2007 - 19h52

Londres comemora em exposição os 100 anos do plástico

Por Ana Maria Echeverría
LONDRES, 23 mai (AFP) - O plástico, tão usado no dia-a-dia e tão criticado por seus efeitos nocivos ao meio ambiente, é celebrado numa ambiciosa exposição em Londres que conta como este material, inventado há 100 anos, mudou o mundo e nossas vidas.

A mostra, inaugurada nesta quarta-feira e que ficará aberta até janeiro de 2009 no Museu de Ciências londrino, "comemora a invenção da baquelita, a primeira substância plástica", explicou à AFP uma das curadoras da exposição, Allison Conboy.

Esta resina foi inventada pelo belga Leo Baekeland, que a patenteou há cem anos, em um episódio cheio de suspense, contou Conboy.

"Baekland ganhou por um dia de um cientista britânico, sir James Swinburne, que também tinha descoberto a fórmula para esta substância, mas decidiu esperar até depois do fim de semana para patenteá-la", continuou.

"Mas Baekland o ganhou por 24 horas e por isso a baquelita se chama assim. Senão, talvez se chamasse 'swinburn' ou algo parecido", continuou.

Por este motivo, a mostra, intitulada "Plasticidade: 100 anos fazendo plásticos", dedica um lugar de destaque à baquelita, ressaltando as "assombrosas mudanças que este material produziu em nossas vidas, e o plástico em todas as suas formas", como o nylon, o poliéster, o PVC, e o polietileno, disse a curadora.

O material foi usado na fabricação de rádios, relógios, mesas, cadeiras e dezenas de outros artigos, "barateando-os e revolucionando nossa forma de consumir", acrescentou Conboy.

Trata-se de objetos práticos, lúdicos, às vezes estranhos e engenhosos, usados na medicina, no transporte, na moda, no design, nas casas.

"Acho que é impossível imaginar a vida sem o plástico", disse, destacando que entre os objetos que mais transformaram nosso cotidiano se destaca o "tupperware" (embalagem plástica), usada para conservar alimentos.

A curadora ressaltou que a exposição mostra os novos usos do plástico, entre eles o sangue plástico, uma roupa de esquiar extremamente leve e resistente, bem como aviões que podem mudar de forma durante o vôo para ganhar mais velocidade.

A mostra inclui ainda objetos futuristas, entre eles um veículo fabricado exclusivamente com materiais biodegradáveis.

Mas nem tudo é festa. O Museu de Ciências não poderia deixar de alertar para os danos ao meio ambiente causados pelo plástico, um material que serve para fabricar centenas de milhões de toneladas anuais de objetos, dos quais 90% não são reciclados.

Além disso, o plástico é produzido majoritariamente a partir de fontes não-renováveis, lembra a mostra londrina, que explora como o plástico pode se tornar mais ecológico.
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