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07/08/2007 - 14h54

Arqueólogos buscam segredos de conquistas de Alexandre em ilha deserta

BBC Brasil
Arqueólogos gregos esperam descobrir em uma ilha deserta de Failaka, administrada pelo governo do Kuwait, mais segredos que cercam as conquistas da Ásia por Alexandre, grande imperador do século 4 a.C.

Especialistas do governo grego estão se dirigindo para Failaka, perto da costa do Iraque e onde ficava um posto avançado do exército de Alexandre no Golfo Pérsico.

As construções da ilha, marcadas por balas, contam a história de um conflito ainda fresco na memória - a breve ocupação do Kuwait por Saddam Hussein no início da década de 90.

Nas areias da ilha de Failaka os pesquisadores esperam descobrir, por exemplo, os segredos de uma conquista mais antiga - um assentamento estabelecido pelo general de Alexandre, Nearchus, no século 4 a.C.

As escavações, que deverão ter início em novembro, vão se concentrar nas ruínas de uma antiga fortaleza e cemitério, segundo o secretário do Ministério da Cultura da Grécia, Christos Zahopoulos.

Escavações anteriores de cientistas franceses descobriram os restos de um templo dedicado à Ártemis, a deusa grega da caça, além de várias moedas e estátuas gregas.

Segundo Michael Wood, o autor de um livro a respeito de Alexandre, no período que se seguiu à morte do conquistador, a cultura helenística consolidou-se em uma vasta área, que ia da Índia ao Egito.

Ele cita o exemplo de Uruk, um local perto de Basra, no sul do Iraque, onde inscrições foram encontradas com os nomes da classe dominante local.

Os nomes, segundo Wood, são uma mistura de antigo babilônico com títulos gregos, e datam de várias centenas de anos depois da morte de Alexandre.

A conquista da Ásia por Alexandre também acelerou o comércio em suas colônias, dando lugar ao que Wood chama de "primeira globalização".

A posição da ilha de Failaka, no ponto onde os rios Tigre e Eufrates deságuam no Golfo Pérsico - significa que a ilha seria o lugar ideal para a exploração desta expansão econômica.

Segundo Wood, as descobertas dos arqueólogos gregos podem revelar mais sobre a forma com que as antigas civilizações do Golfo Pérsico progrediram no comércio com seus contemporâneos na Mesopotâmia e outros.

Segundo Zahopoulos, do Ministério da Cultura grego, a equipe também vai realizar a restauração de artefatos e ruínas que já foram descobertos. A maior parte do trabalho ficará concentrada na antiga cidade de Icarea.

Alexandre nasceu em 356 a.C., filho do rei da Macedônia, no norte da Grécia.

Por volta de seus 30 anos de idade, ele já tinha conquistado a maior parte do mundo antigo, do Egito à Índia.

Alexandre morreu aos 33 anos devido a uma febre, na Babilônia, região que atualmente é conhecida como Iraque.

O nome da ilha de Failaka tem origem em uma palavra grega para posto avançado - "fylakio".

Antes da chegada dos gregos a ilha tinha sido habitada pela civilização Dilmun, da Idade do Bronze.

Na época que os soldados de Saddam Hussein invadiram o local, no início da década de 90, a ilha já tinha se transformado no local habitado continuamente mais antigo do Kuwait.

A maioria da população civil da ilha fugiu para o continente durante a ocupação iraquiana. Poucos retornaram.
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