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17/04/2008 - 18h15

Americanos ficam mais felizes com a idade, diz pesquisa

Uma pesquisa da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, sugere que os americanos ficam mais felizes à medida que ficam mais velhos.

O estudo também aponta que a geração nascida entre 1946 e 1964 é menos feliz do que as outras, afro-americanos são menos felizes do que os americanos brancos, homens são menos felizes do que as mulheres e o nível de felicidade pode aumentar ou diminuir entre gerações.

Adolescentes que têm televisão no quarto tendem a nutrir hábitos alimentares piores do que aqueles que não possuem aparelho no quarto, diz estudo publicado na revista médica "Pediatrics". Pesquisa foi feita com 781 alunos do ensino médio no Estado americano de Minessota.
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"O entendimento da felicidade é importante para compreender a qualidade de vida", afirma Yang Yang, professora-assistente de Sociologia da Universidade de Chicago e autora do artigo. "A medida da felicidade é um guia que mostra como a sociedade está lidando com as necessidades das pessoas." Os dados para a Pesquisa Social Geral, do Centro Nacional de Pesquisa de Opinião dos Estados Unidos, começaram a ser compilados em 1972, e o estudo durou até 2004.

Os pesquisadores fizeram a pergunta: "Levando tudo em conta, como você diria que está atualmente: muito feliz, feliz ou não está feliz?" A pergunta foi feita em entrevistas conduzidas pessoalmente em amostras de população que variavam entre 1,5 mil e 3 mil pessoas.

Grupos raciais e idade Yang organizou os dados em grupos raciais e de idade e observou que, na faixa etária dos 18 anos, as mulheres brancas são as mais felizes (33% de probabilidade de serem muito felizes). Em seguida, aparecem os homens brancos (28%), mulheres negras (18%) e homens negros (15%).

As diferenças desaparecem com o passar do tempo, e o nível de felicidade aumenta.

Homens e mulheres negros têm mais de 50% de chances de serem muito felizes depois de completar 80 anos. Homens e mulheres brancos ficam logo atrás.

Segundo a professora, o aumento no nível de felicidade com a idade é compatível "com a hipótese da idade como fator de maturidade".

Com a idade, chegam também alguns traços psicossociais, como integração e auto-estima. Estes sinais de maturidade podem contribuir com um melhor senso geral de bem-estar, de acordo com a pesquisadora.

Para Yang, outro fator a ser levado em conta, segundo a pesquisa, é que a diferenças entre os grupos nos níveis de felicidade diminuem devido à equiparação dos recursos que contribuem para a felicidade, como o acesso à saúde ou à perda de apoio social devido à morte de marido ou esposa, ou à morte de amigos.

Expectativas
A pesquisa também indica que, entre as faixas etárias estudadas, a geração de americanos nascida entre 1946 e 1964 é a menos feliz.

"Provavelmente, isso acontece devido ao fato de que a geração como um grupo é tão grande, e suas expectativas eram tão altas, que nem todos neste grupo puderam conseguir o que queriam, devido à competição", afirma Yang. "Isso pode levar à decepção e prejudicar a felicidade." A professora da Universidade de Chicago também observou que a felicidade nos Estados Unidos não é estática.

Ao analisar o período de 33 anos, durante o qual a pesquisa foi realizada, Yang notou pequenos aumentos nos níveis de felicidade quando a economia do país progredia.

Como exemplo, a professora cita o ano de 1995 como um ano muito bom na escala de felicidade nos Estados Unidos.
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