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11/12/2007 - 14h45

Papa pede que países ricos reduzam consumo de energia

Valquíria Rey
De Roma
O papa Bento 16 divulgou nesta terça-feira uma mensagem para a Jornada Mundial da Paz, que será celebrada em 1º de janeiro de 2008, pedindo aos países ricos que revisem os seus níveis elevados de consumo de energia.

No comunicado divulgado na manhã desta terça-feira pelo Vaticano, o pontífice faz um apelo para que os países desenvolvidos façam propostas de investimentos adequados para diversificar as fontes de energia e tornar seu uso mais eficiente.

Para o papa, a carência de energia por parte dos países desenvolvidos e dos emergentes "é remediada prejudicando os países pobres, que, pela insuficiência de suas infra-estruturas, nomeadamente tecnológicas, se vêem obrigados a vender seus recursos abaixo do preço".

Sem citar exemplos, Bento 16 disse que "às vezes a própria liberdade política desses países é ameaçada", pois eles acabam virando "protetorados" de países desenvolvidos em busca de recursos.

Cenário internacional
Em sua mensagem, intitulada Família Humana, Comunidade de Paz, o papa também analisa o cenário internacional, fala das guerras civis nos países africanos, dos conflitos e atentados no Oriente Médio e do aumento no número de países que investem em armamentos, "incluindo nações em vias de desenvolvimento que destinam uma parte importante de seu escasso PIB para comprar armas".

"As responsabilidades neste funesto comércio são muitas: estão, por um lado, os países do mundo industrialmente desenvolvido que obtêm importantes benefícios com a venda de armas e, por outro, estão também as oligarquias dominantes em países pobres que querem se fortalecer mediante a compra de armas cada vez mais sofisticadas", afirma o papa.

"Sinto o dever de exortar as autoridades a que retomem as negociações (de desarmamento) com uma determinação mais firme para se chegar ao desmantelamento progressivo e concordado das armas nucleares existentes", diz ele em sua mensagem.

Com relação à questão ambiental, o pontífice pede prudência no diálogo entre especialistas. Diz que as decisões devem ser feitas sem afobação ideológica que possam remeter à conclusões apressadas e decisões unilaterais.

"Se a tutela do meio ambiente tem seus custos, esses devem ser distribuídos com justiça, tendo em conta o desenvolvimento dos diversos países e a solidariedade com as gerações futuras", disse.
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