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03/11/2009 - 10h00

Antibiótico pode estar ligado a malformações

São Paulo - Ao investigar o uso de antibióticos durante a gravidez, pesquisadores norte-americanos identificaram uma relação entre remédios muito usados no tratamento de infecções urinárias e defeitos de nascença. A penicilina, no entanto, droga mais usada no início da gestação, foi a que se mostrou mais segura.

Segundo especialistas, a própria infecção bacteriana, se não tratada, pode causar problemas ao feto. As mulheres, portanto, não devem evitar totalmente os antibióticos, mas discutir com seu médico qual é a opção que oferece menos risco.

O novo estudo, publicado na edição deste mês da revista "Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine", é a primeira grande análise do uso de antibióticos durante a gravidez e pode mudar as diretrizes para o tratamento de infecções urinárias em mulheres nessa condição.

Duas classes de drogas

Os pesquisadores analisaram dados de 13 mil mães que tiveram filhos com malformações e de cerca de 5 mil que moravam na mesma região e tiveram filhos saudáveis. No primeiro grupo, o índice de mulheres que relataram ter usado dois tipos de drogas - as à base de sulfa, como Thiosulfil Forte e Bactrim, e as nitrofurantoinas, como Furadantin e Macrobid - foi maior.

Antibióticos à base de sulfa são os mais antigos e estudos com animais já indicavam um potencial risco à gestação. As nitrofurantoinas, no entanto, eram anteriormente consideradas seguras pelos médicos.

"É a primeira vez que foi identificada uma associação entre medicamentos para o trato urinário e defeitos de nascença", diz Krista Crider, geneticista do Centro de Controle e Prevenção de Doenças e principal autora do estudo. "Serão necessários estudos adicionais para confirmar esses resultados."

"A pesquisa é importante, pois avaliou drogas usadas há décadas sem que houvesse estudos mais amplos sobre sua segurança", afirma Michael Katz da Fundação March of Dimes, organização que tem como objetivo promover a saúde de bebês. "Alguns médicos não estão tão atentos ao assunto como deveriam, portanto, os pacientes têm o direito de questioná-los", afirma Katz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE-AP

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