UOL Ciência e SaúdeUOL Ciência e Saúde
UOL BUSCA

26/07/2007 - 11h41

Pequim quer enquadrar brinquedos nas normas internacionais

Da Lusa, em Pequim
A China pediu informações concretas à União Européia (UE) sobre os brinquedos chineses perigosos encontrados nos países da Europa, para poder responsabilizar os fabricantes e fazer cumprir a lei, informou nesta quinta-feira a imprensa oficial do país.

O responsável pela Administração chinesa de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena, Wang Xin, aproveitou a visita da comissária européia para a Segurança do Consumidor, Meglena Kuneva, a uma fábrica de brinquedos de Yangzhou (província oriental de Jiangsu), para dizer que a China está disposta a fazer o possível para garantir a segurança dos seus produtos.

De acordo com o jornal estatal China Daily, Wang afirmou que a China quer assegurar que "cada peça exportada cumpra os padrões dos países importadores", justificando os problemas de qualidade nos brinquedos com a grande quantidade de mercadorias exportadas.

O responsável chinês prometeu ainda testes a cada brinquedo antes do início da sua produção e a realização de inspeções aleatórias em todas as fábricas.

Segundo números da União Européia, quase 50% dos produtos perigosos detectados nos países-membros em 2006 tinham origem chinesa, em torno de 450 itens em cada mil.

O Sistema de Alerta Rápido (Rapex) que recebe queixas dos consumidores europeus, recebeu pela primeira vez no ano passado mais reclamações relativas a brinquedos do que a aparelhos elétricos.

O Rapex recebeu 221 queixas relativas a brinquedos em 2006 (24% do total), por problemas como risco de engolir peças pequenas, feridas provocadas por superfícies cortantes e substâncias químicas prejudiciais na constituição do produto.

No ano passado, mais de metade dos brinquedos vendidos na UE foram fabricados na China, gerando 3,36 milhões de euros (R$ 8,58 milhões) em exportações.

Segundo a Associação de Brinquedos da China, as vendas para o exterior ultrapassaram os 12,98 milhões de euros (R$ 33,14 milhões) em 2006, sendo a UE e os Estados Unidos os maiores clientes.
Fale com
UOL Ciência e Saúde

Compara e acha o menor preço

- Câmeras Digitais
- Notebooks - TV LCD - GPS - Auto MP3

UOL Ciência e Saúde no Twitter

Hospedagem: UOL Host