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05/03/2008 - 11h57

Cientistas desenvolvem milho com anticorpo do vírus da Aids

Da Lusa
Em Lisboa
Um consórcio internacional de grupos de pesquisa obteve a partir do milho uma molécula que atua como anticorpo do vírus da Aids e pode constituir um tratamento de prevenção "eficaz e de baixo custo".

Os pesquisadores conseguiram gerar em sementes de milho grandes quantidades da molécula 2G12, considerada "um dos anticorpos mais promissores" do HIV, através de engenharia genética.

Este trabalho, divulgado na edição desta semana da revista norte-americana PNAS ("Proceedings of the National Academy of Sciences"), destaca "as valiosas propriedades farmacêuticas" daquela molécula microbicida e sugere a sua aplicação tópica vaginal como meio de evitar a transmissão do vírus da Aids.

O estudo explica que o mesmo anticorpo do HIV pode também ser obtido em sementes de outras plantas.

Segundo o coordenador do consórcio, Paul Christou, do Departamento de Produção Vegetal e Ciência Florestal da Universidade de Lleida (Espanha), este método de produção da molécula abre caminho a um remédio "muito mais barato" do que os fabricados até agora com elevados custos a partir de culturas de células de mamíferos.

Na sua perspectiva, esse remédio poderá constituir no futuro uma "estratégia muito eficaz" de tratamento contra o HIV sobretudo na África, onde se estima existirem 22,5 milhões de infectados, depois da realização de testes clínicos.

"Os nossos dados mostram que a capacidade de neutralização do HIV do anticorpo é igual ou superior à do mesmo anticorpo produzido em células CHO (de rato chinês)", lê-se no estudo. "Concluimos que este sistema de produção da proteína pode fornecer um meio de fabricar um ingrediente microbicida a custos que permitirão a introdução e a produção do produto no mundo em desenvolvimento".

Este trabalho, de caráter filantrópico, foi financiado pela União Européia com 12 milhões de euros e contou com a participação de 39 grupos europeus de pesquisa. Entre os seus autores contam-se cientistas de Espanha, Alemanha, Áustria, Grécia e Reino Unido.
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