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08/12/2009 - 09h00

Copenhague é a cidade mais ecológica da Europa, diz estudo

Lisboa, 8 dez (Lusa) - Copenhague é a cidade mais "verde" segundo um índice europeu que analisou indicadores como emissões, consumo energético, transportes, resíduos ou qualidade do ar em 30 metrópoles.

No conjunto dos fatores de desempenho ambiental avaliados pelo Índice Europeu de Cidades Verdes, a capital dinamarquesa, atualmente palco daquela que é já considerada a mais importante cúpula ambiental deste milênio, atingiu um valor de 87,31 pontos em 100 possíveis.

Já Lisboa recebeu 57,25, ficando "aquém dos valores obtidos por outras capitais de rendimento médio e clima quente", como Madri (67,08) ou Roma (62,58).

Os dois outros lugares do pódio são também ocupados por países nórdicos: Estocolmo, com 86,65 pontos, e Oslo, com 83,98. Em seguida ficou Viena (83,34), Amesterdam (83,03) e Zurique (82,31), que ocupam o quarto, quinto e sexto lugar, respectivamente.

Realizado pela Economist Intelligence Unit, o índice verde analisou o "atual desempenho ambiental das 30 principais cidades europeias e os seus futuros compromissos de redução do impacto ambiental" em oito áreas(emissões, energia, edifícios, transportes, água, lixo e uso do solo, qualidade do ar e política ambiental).

O diagnóstico, que hoje foi conhecido na íntegra durante a cúpula da ONU sobre o clima de Copenhague - onde segunda-feira 192 países começaram a negociar um novo acordo climático -, coloca a cidade anfitriã na segunda posição nas áreas de consumo energético e política ambiental.

Contudo, o ranking das emissões de dióxido de carbono (CO2) é liderado por Oslo, seguida de Estocolmo e Zurique. Com "7,5 toneladas de C02 emitidos por capita", Lisboa ocupa a modesta 22ª posição, "longe da média de 5,2 toneladas das outras cidades", indica o estudo. Isso acontece por causa do "grande volume de veículos que entram em Lisboa diariamente" e a uma "rede de transportes públicos ineficaz".

Na área da energia, onde a capital portuguesa obteve a seu melhor classificação (9ª posição) graças "ao terceiro consumo energético mais baixo depois de Istambul e Belgrado, é liderada por Oslo, a única cidade a aparecer por duas ocasiões no topo da lista.

Mobilidade urbana

O "fácil acesso dos moradores a meios alternativos de transporte" e uma "política ambiental que incentiva o seu uso" colocaram Estocolmo no topo da categoria dos transportes, onde Lisboa aparece na 25ª posição, antes de Praga, Sofia, Bucareste, Belgrado e Dublin.

Apesar da "fraca classificação" da capital portuguesa, o estudo destaca que os transporte público é "utilizado por 44% dos lisboetas, um pouco mais do que a média".

No que diz respeito a água, área onde Amesterdam apresenta os melhores resultados, seguido de Viena e Berlim, Lisboa aparece em 24ª posição. Segundo o índice, embora a capital lusa apareça na 16ª posição em termos de consumo, as "perdas devido a rupturas no sistema de abastecimento e a quase inexistência de políticas de eficiência" retiraram-lhe pontos.

A "falta de políticas relativas à redução do lixo, à reciclagem e a reutilização" colocam Lisboa na 22ª posição na área do lixo e uso do solo, que é liderada por Amesterdam, seguido de Zurique e Helsinque.

Lisboa obteve a sua segunda melhor classificação (12ª posição) na área da políticas ambientais devido a "existência de planos de acção para a sustentabilidade ambiental", numa lista onde Bruxelas, Copenhague, Helsinque e Estocolmo "dividem os louros".

Riqueza verde

O índice verde frisa também a "forte correlação" que existe entre cidades com maior PIB per capita e o bom desempenho ambiental, riqueza que lhes permite "investir com maior facilidade em infra-estruturas energeticamente eficientes e politicas ambientais mais ambiciosas".

No entanto, o estudo diz que "nem em todas as categorias a riqueza é determinante", dando como exemplos a capital da Eslovênia, Ljubljana, que lidera a categoria de qualidade de ar, ou Berlim, que ocupa a primeira posição na área de edifícios.

A localização das cidades também é "fundamental para a sustentabilidade ambiental" mas esta depende "tanto dos recursos disponíveis como da forma como estes são utilizados".

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