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28/04/2009 - 20h28

México ainda tenta encontrar origem da epidemia de gripe

Por Robert Campbell
Da Cidade do México
O México começou a notar que havia um novo vírus da gripe em circulação depois que uma mulher morreu em 13 de abril no Estado de Oaxaca (sul), mas os especialistas ainda estão longe de encontrar a origem do surto que se espalhou pelo mundo.

Já em meados de março havia casos - agora identificados como possíveis vítimas do vírus H1N1, da gripe suína - separados por centenas de quilômetros de distância, o que complica a busca pela origem da epidemia que já matou 149 pessoas no país.

A gripe, que mistura DNA de vírus humanos, suínos e aviários, apareceu nas últimas semanas nos Estados de Oaxaca, Veracruz (perto da costa do Golfo do México), Baixa Califórnia (fronteira com EUA) e San Luis Potosí (centro).

E, independentemente dos casos que os médicos começaram a registrar, duas crianças adoeceram na Califórnia no final do mês passado, vitimadas pelo vírus que mais tarde revelou ser o da gripe suína.

"De onde veio o vírus? Não sabemos. Alguém veio da Califórnia ou alguém foi do México para a Califórnia? Não temos essa informação", disse o ministro mexicano da Saúde, José Córdova.

A Organização Mundial da Saúde diz que muitos dos casos confirmados no México e nos EUA são geneticamente idênticos. Especialistas dizem que provavelmente a doença surgiu em um porco contaminado com vírus das gripes aviária e humana.

"Em algum momento numa zona rural alguém entrou em contato com um porco que estava contaminado, ou quando ele foi transportado, ou no abatedouro", disse o médico Joan Nichols, do Departamento Médico da Universidade do Texas.

Mesmo que esse animal estivesse no México, é provável que tenha sido importado dos EUA. O México é o maior importador de suínos norte-americanos.

De acordo com Nichols, o fato de todas as mortes terem acontecido no México sugere que a doença apareceu nesse país.

As autoridades mexicanas ficaram atentas ao surto depois da morte da mulher em Oaxaca, inicialmente diagnosticada com um coronavírus (a mesma família dos vírus que provocam a síndrome respiratória aguda grave, ou Sars), e não um vírus "influenza" (gripe).

Ente os casos posteriormente descobertos havia um grande foco de "influenza" perto de Perote (Veracruz), notificado em 2 de abril. A presença de uma grande fazenda de porcos nos arredores gerou especulações de que aquela pequena cidade seria o epicentro da epidemia.

Mas o governo mexicano descartou Perote como origem do surto, argumentando que quase todas as cerca de 20 vítimas da gripe no local deram positivo para um outro vírus da "influenza", o H3N2. A única exceção foi um menino de 4 anos, confirmado com o vírus H1N1.

As autoridades agrícolas mexicanas dizem ter inspecionado a fazenda de porcos dos arredores de Perote no fim de semana, sem localizar nenhum animal com doença respiratória. Em nota divulgada na terça-feira, o governo mexicano disse que em nenhum lugar do país foi encontrado um só porco que estivesse contaminado com o vírus.
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