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05/11/2009 - 17h12

H1N1 deve causar mais mortes no inverno do Norte, diz OMS

Stephanie Nebehay

O vírus H1N1 ganhou força no Hemisfério Norte e deve causar mais infecções graves e mortes com a chegada do inverno, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) na quinta-feira.

 

Mas não se sabe de nenhuma mutação do vírus, incluindo nas pessoas infectadas num grande surto na Ucrânia, o que significa que as vacinas continuam sendo um tratamento eficaz, informou a OMS.

 

O México tem registrado mais casos de H1N1 do que antes, e os Estados Unidos exibem níveis mais altos de doenças semelhantes à gripe do que em anos anteriores, afirmou o especialista em gripe da OMS, Keiji Fukuda. A pandemia da gripe suína, que começou em abril, também está em ascensão na Europa e na Ásia Central.

 

"Nós estamos prevendo atividade continuada ou maior durante o período do inverno no Hemisfério Norte. Isso também significa que esperamos observar notificações contínuas de casos graves e mortes", disse Fukuda numa entrevista coletiva. "Continuamos bastante preocupados com o padrão observado".

 

A maioria das pessoas recupera-se sem tratamento médico especializado de sintomas como febre, tosse e dor de garganta, mas gestantes e pessoas com condições crônicas subjacentes, como asma, correm risco maior de ter complicações que podem ser fatais, afirmou ele.

 

Ao menos 5.712 pessoas no mundo morreram em decorrência da gripe suína, que agora está presente em praticamente todos os países, de acordo com a agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Os casos mais graves da doença e as fatalidades ocorrem em pacientes com menos de 65 anos, num padrão diferente da influenza sazonal, que em geral ataca os idosos.

 

O Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças disse que até quarta-feira cerca de 500 mil casos de doença respiratória aguda e 86 mortes relacionadas foram registradas na Ucrânia.

 

Milhões de pessoas de cerca de 20 países foram vacinadas contra a gripe suína nas últimas semanas e as imunizações se mostraram "muito seguras", fornecendo proteção sem efeitos colaterais incomuns, afirmou Fukuda.

 

A OMS, entretanto, ainda está por receber cerca de 200 milhões de doses de vacina doadas por 11 países, destinadas à distribuição em 95 países pobres.

 

"As empresas de vacinas estão produzindo vacinas o mais rápido possível. Boa parte delas foi levada a países diferentes com base em contratos", acrescentou Fukuda, referindo-se a acordos entre os laboratórios farmacêuticos e os governos.

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