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12/11/2009 - 19h47

H1N1 já matou 3.900 pessoas e contaminou 22 milhões nos EUA

Por Maggie Fox

A gripe H1N1, conhecida como gripe suína, matou cerca de 3.900 norte-americanos entre abril e outubro, sendo mais de 500 crianças, disseram autoridades sanitárias dos Estados Unidos na quinta-feira.

 

Novos dados mostram que a pandemia contaminou cerca de 22 milhões de norte-americanos e obrigou à internação de 98 mil, de acordo com o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC).

 

Um estudo sobre os casos da gripe A registrados neste ano no México mostra que as crianças e pessoas com idades inferiores a 39 anos estão mais propensas a contrair a doença, mas as mortes atingiram mais os idosos, informa a revista "The Lancet".

No artigo do médico Víctor Borja-Aburto e de seus colegas do Instituto Mexicano para a Seguridade Social aponta que foram analisados dados de pacientes atendidos em clínicas do México com sintomas da gripe entre 28 de abril e 31 de julho de 2009. Leia mais
H1N1: MAIS COMUM EM JOVENS
ESPECIAL SOBRE A GRIPE
Entre as crianças, houve 8 milhões de casos, 36 mil internações e 540 mortes. Numa temporada comum de gripe, morrem em média 82 crianças.

 

O CDC disse que o vírus H1N1 provocou a pior temporada de gripe nos EUA desde 1997, quando o monitoramento começou. "O que estamos vendo em 2009 é sem precedentes", disse Anne Schuchat, diretora da entidade.

 

O CDC aconselha os médicos a tratarem rapidamente os casos severos com antivirais como o Tamiflu e o Relenza. Em casos especialmente graves, de pacientes internados, a prescrição é o Peramivir.

 

Schuchat salientou que a pandemia não está se agravando, mas lembrou que a coleta de dados sobre casos e mortes pode demorar. A cifra divulgada na quinta-feira não é uma contagem exata, e sim uma extrapolação com base em dados de dez Estados.

 

A estimativa anterior do CDC era de 1.200 mortes nos EUA.

 

Numa temporada normal de gripe, a doença mata 36 mil norte-americanos e hospitaliza 200 mil. Mas 90 por cento das mortes e hospitalizações são entre maiores de 65 anos. Com o H1N1, 90 por cento das vítimas são adultos jovens e crianças.

 

Schuchat disse que a pandemia deve atravessar o inverno e chegar ao começo da primavera local. "Temos uma longa temporada de gripe pela frente", afirmou.

 

A maioria dos casos confirmados de gripe atualmente é do H1N1. Ao contrário do que acontece com outras infecções, cerca de 30 por cento das pessoas que vão ao médico e fazem o exame realmente têm a doença pandêmica.

 

(Reportagem adicional de Julie Steenhuysen em Chicago)

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