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 Economia

21/07/2006 - 19h16
México quer ser aceito como associado do Mercosul ainda este ano

Córdoba (Argentina), 21 jul (EFE).- O México espera ser aceito como Estado associado pelo Mercosul antes do final do ano, para buscar depois a condição de membro pleno do bloco sul-americano, segundo disse hoje o chanceler mexicano, Luis Ernesto Derbez.

O ministro afirmou à imprensa que confia na hipótese de o acordo de associação ser firmado antes do término do mandato do presidente Vicente Fox, no próximo dia 1º de dezembro, mês que marcará a realização da 31ª Cúpula do Mercosul, no Brasil.

Derbez disse que "não há impedimentos" para a associação, porque até agora o Brasil, que era o único dos quatro membros fundadores do bloco regional - que reúne também Argentina, Uruguai e Paraguai e tem a Venezuela em processo de adesão - que "tinha reservas para um acordo, reconheceu que já era hora de o México entrar".

Fox e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acordaram impulsionar a integração do México ao Mercosul no último dia 16, em São Petersburgo (Rússia), durante a realização da Cúpula do Grupo dos Oito (G8, que reúne os sete países mais desenvolvidos do mundo e a Rússia), para a qual tinham sido convidados como assistentes.

Há um ano, o México e o Mercosul iniciaram negociações para um tratado de livre comércio, condição prévia para um acordo de associação ao bloco, mas até agora não houve avanços significativos.

Derbez, que participou hoje na Argentina da 30ª Cúpula do Mercosul, disse que "no sul" seu país é acusado "de não olhar para o sul", quando "na realidade o México é um país que tem visto o sul e feito pedidos (para associar-se) ao longo dos últimos quatro anos".

O chanceler disse que para a associação também terá de "conversar com a Venezuela", país que está em processo de adesão plena ao Mercosul, embora tenha ressaltado que não haverá inconvenientes, pois os dois países já possuem um tratado de livre comércio.

O México integra o Nafta, acordo de livre comércio da América do Norte, e o Mercosul não permite que seus membros negociem tratados similares com outros países ou blocos por considerar incompatível a participação em duas alianças alfandegárias ao mesmo tempo.

Derbez acredita que, como a aspiração do México para ser membro pleno do Mercosul envolve um processo a médio e longo prazos, logo estarão dadas as condições para que faça parte dos dois blocos.

"A situação se compatibilizaria com um recuo de tarifas por parte do Mercosul. O México entende que é preciso seguir aos poucos. O primeiro passo foi ser observador, e o segundo será a associação.

Posteriormente conversaremos sobre como pode ser feita uma colocação para a condição de membro pleno", disse à Efe o chanceler mexicano.

Derbez sustentou que "o Mercosul irá pouco a pouco definindo sua própria integração e depois terá de seguir baixando tarifas". "Isso é um processo de anos, que podem ser dois ou cinco, mas que exigirá do México paciência para que siga se adaptando", acrescentou.

Segundo dados oficiais, em 2005, os países do Mercosul exportaram ao México mercadorias por US$ 5,323 bilhões e importaram no valor de US$ 1,66 bilhão. Derbez deve se reunir na cidade argentina de Córdoba com o presidente boliviano, Evo Morales, a quem apresentará o desejo do México de comprar gás natural do país andino.

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