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 Economia

14/12/2006 - 17h22
Economia latino-americana crescerá 5,3% em 2006, segundo relatório da Cepal

Santiago do Chile, 14 dez (EFE).- A economia latino-americana crescerá 5,3% em 2006, no terceiro ano consecutivo de expansão superior a 4%, destacou hoje a Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal) em seu relatório preliminar sobre as economias da região, no qual o Brasil figura atrás de países como El Salvador e Nicarágua.

O número implica um crescimento de 3,8% do produto interno bruto (PIB) por habitante, destaca o documento, que foi apresentado pelo secretário-executivo da Cepal, José Luis Machinea.

"Este será o quarto ano consecutivo de crescimento, e o terceiro a apresentar uma taxa superior a 4%", afirmou Machinea, que lembrou que, entre 1980 e 2002, a região teve um crescimento anual médio de apenas 2,2%.

Para o ano que vem, a Cepal prevê uma desaceleração do crescimento regional, que, no entanto, pode chegar a 4,7%, de maneira que o PIB por habitante acumularia um aumento de 15% no período 2003-2007.

A Cepal ressaltou que este ciclo não é um fato isolado, mas que acontece "em um contexto de crescimento generalizado da economia mundial", e prova que, embora a expansão latino-americana seja elevada em termos históricos, é inferior à de outras regiões em desenvolvimento.

Pondera, no entanto, que essa comparação é influenciada pelo baixo crescimento observado nos dois últimos anos nas maiores economias da América Latina, Brasil e México, que em conjunto representam 60% do PIB regional.

Em 2006, o panorama externo favorável significou para a região um aumento de 8,4% do volume de suas exportações e uma alta nos preços de seus principais produtos de exportação, que se traduziu em uma melhora de 7% dos termos de intercâmbio.

A conjuntura externa favorável, segundo José Luis Machinea, se apóia na prolongada expansão da economia internacional, na crescente preponderância de China, Índia e de outras economias asiáticas na demanda mundial e na abundante liquidez existente nos mercados de capital.

Nesse contexto, o valor das exportações latino-americanas aumentou 21%, e o das importações, 20%, o que fez com que o intercâmbio total chegasse a US$ 1,2 trilhão, equivalentes a 45% do PIB regional.

O saldo da balança comercial regional registrou um aumento de US$ 22,400 bilhões, 27% a mais do que em 2005.

Junto com um aumento das transferências, de mais de US$ 9 trilhões, a alta na balança de bens compensou amplamente um crescente déficit dos serviços, de modo que o saldo da conta corrente de pagamentos aumentou de 1,5% do PIB, em 2005, para 1,8%, em 2006.

O relatório destaca também que o gasto público aumentou, em conseqüência dos maiores investimentos em infra-estrutura e do aumento da despesa corrente em vários países, o que permitiu que o superávit médio dos Governos centrais aumentasse de 1,7% para 2,1% do PIB entre 2005 e 2006.

A inflação média da região ficou em 3,9% em 2006, comparado aos 6,1% de 2005, e aos 7,4% de 2004.

O crescimento econômico sustentado estimulou também a geração de empregos, o que diminuiu o desemprego para 8,7%, em média, meio ponto a menos do que no ano passado.

Do mesmo modo, os salários reais aumentaram 3% em comparação com o ano anterior.

Frente aos riscos para a evolução futura da região, principalmente uma eventual desaceleração da economia global, muitos países latino-americanos se preocuparam em reduzir sua vulnerabilidade com uma série de medidas.

Entre elas, a Cepal menciona a flexibilização do sistema cambial, a redução da dívida externa, uma reestruturação da dívida orientada à aplicação de prazos mais longos e juros fixos, maiores reservas internacionais, o reforço das contas fiscais e uma redução da dolarização dos sistemas financeiros.

Por países, os maiores crescimentos foram os de Cuba, com 12,5%; Trinidad e Tobago, 12%; Antígua e Barbuda, 11%, e a República Dominicana, com expansão de 10%.

A Venezuela também cresceu 10%, ao tempo que a Argentina chegou a 8,5%; Panamá, 7,5%; Uruguai, 7,3% e o Peru, a 7,2%.

A economia da Costa Rica cresceu 6,8%, abaixo das caribenhas Granada e Santa Lúcia (7%), enquanto o Suriname alcançou 6,4%.

A Colômbia cresceu 6% e foi seguida por Honduras (5,6%), Guatemala (4,6%), Equador (4,9%), México (4,8%), Guatemala (4,6%), Bolívia (4,5%), Chile (4,4%) e Paraguai (4,0%).

Mais atrás, aparecem El Salvador (3,8%), Nicarágua (3,7%), Brasil (2,8%), Guatemala (2,5%) e Haiti, também com 2,5%.

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