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 Economia

17/06/2009 - 14h54
Não há justificativa técnica para seguir com investigação nuclear, diz Irã

Viena, 17 jun (EFE).- O Governo do Irã afirmou hoje que não existe "nenhuma justificativa técnica" para continuar com a investigação de seu controvertido programa nuclear e acusou as potências atômicas do Ocidente de terem uma "agenda oculta" para reduzir os direitos dos outros países.

Esta foi a opinião dada hoje em Viena pelo embaixador iraniano na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Ali Asghar Soltanieh, em paralelo a uma reunião do Conselho de Governadores da agência nuclear da ONU.

Para o diplomata iraniano, os países ocidentais têm "motivações políticas" para manter, após seis anos, as exaustivas inspeções do programa nuclear iraniano.

"Sob o pretexto do Irã, querem transformar a AIEA em um 'cão de guarda' e querem aumentar as inspeções para diminuir a segurança nacional dos (outros) países", declarou Soltanieh à imprensa.

O embaixador se referia ao fato de que as cinco potências nucleares declaradas (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) não se submetem aos mesmos controles pelos quais passam os outros países que assinaram o Tratado de Não-Proliferação (TNP).

"O Irã controla a tecnologia de enriquecimento (de urânio). Isso é um fato com o qual alguns países ocidentais têm que aceitar. Se não estão contentes, o problema é deles", acrescentou Soltanieh, tocando no ponto mais delicado do programa nuclear iraniano.

O urânio enriquecido tem aplicações civis e militares e, por isso, o Conselho de Segurança da ONU exige há três anos, sob sanções, que o Irã suspenda essas atividades como uma medida para criar confiança.

Quanto à oferta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de negociar com o Irã sem condições prévias e com base no respeito mútuo, Soltanieh declarou que Teerã está pronta para isso, mas não pensa em fazê-lo sobre o programa nuclear, mas sim em relação a outros assuntos de segurança global e regional.

No plenário do Conselho de Governadores, os EUA pediram hoje ao Irã para quem cumpra suas obrigações internacionais e volte à mesa de negociações.

Geoffrey Pyatt, o líder da delegação americano na AIEA, disse que o Irã deveria aceitar medidas como a de "congelamento por congelamento", ou seja, o Conselho de Segurança suspenderia suas sanções em troca de uma interrupção das atividades nucleares mais delicadas do Irã.

Liderados pelos EUA e pela União Europeia (UE), diversos países ocidentais acusam o Irã de querer produzir armas nucleares, algo que Teerã nega e rejeita, alegando que seus únicos objetivos com seu programa atômico são civis.

O Conselho de Governadores da AIEA terminou hoje suas deliberações sobre o Irã e se dedicará amanhã ao polêmico caso da Síria, onde Israel bombardeou há dois anos uma instalação do que seria um reator nuclear não declarado, algo que Damasco nega.


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