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07/07/2004 - 17h46
Sampaio mais perto de decidir se antecipa eleições em Portugal

Lisboa, 7 jul (EFE).- O presidente português, Jorge Sampaio, escutou hoje, quarta-feira, as opiniões a favor e contra de uma antecipação eleitoral dos líderes dos dois partidos majoritários, e entrou na reta final para decidir a saída para a crise criada pela renúncia como primeiro-ministro de José Manuel Durão Barroso.

Aceitada a renúncia de Durão Barroso, que estará em funções até o fim de semana e depois designará a um de seus ministros para que encabece o executivo interino, Sampaio completou a rodada de consultas aos partidos políticos com representação parlamentar, iniciada ontem com os quatro menores.

O socialista Eduardo Ferro Rodrigues e o centrista Pedro Santana Lopes, prefeito de Lisboa e sucessor de Durão Barroso a frente do Partido Social Democrata (PSD), foram ao escritório presidencial, no Palácio de Belém, para defender uma antecipação eleitoral, o primeiro, e pela tese contrária, o segundo.

Entre crescentes rumores no mundo político português sobre a iminência de um anúncio de Sampaio de eleições antecipadas, Ferro Rodrigues comentou na saída que, se o presidente antecipa as legislativas, pedirá aos portugueses uma maioria absoluta para governar.

Ferro Rodrigues aduziu "motivos nacionais, democráticos e institucionais" para a antecipação eleitoral, e opinou que "a nação não pode ter um ritmo de governo de dois em dois anos", assim como considerou que se precisa uma "resposta de estabilidade" para superar a crise.

À tarde, foi Santana Lopes, novo líder do PSD, que esteve no Belém para expor a tese contrária, que equivale a que Sampaio lhe encomende formar um novo executivo a partir da atual maioria parlamentar.

"O PSD, no âmbito da coalizão da qual é o partido majoritário, está em plenas condições de garantir a estabilidade e de completar a parte da legislatura que resta e para a qual foi eleito pelos portugueses", afirmou.

Santana Lopes se expressou em termos muito prudentes, ao contrário do líder do CDS-PP, integrante menor no Governo, Paulo Portas, que ontem preveniu contra a eventual decisão presidencial de convocar os portugueses às urnas.

São muitos os analistas portugueses que acham que essa será precisamente a decisão de Sampaio, e que poderia anunciá-la na próxima sexta-feira, o mais tardar, após cumprir um último trâmite e pedir sua opinião ao Conselho de Estado.

Na semana passada, pelo Palácio de Belém desfilaram 13 figuras públicas, incluídos os dois ex-presidentes portugueses vivos, Antonio Ramalho Eanes e Mario Soares; vários ex-primeiros-ministros, economistas, catedráticos de Direito e intelectuais.

Fontes do entorno presidencial reconheceram que, depois dessas audiências, as possibilidades que Sampaio opte por uma antecipação eleitoral são maiores, apesar de que o demissionário Durão Barroso se queixava que aceitou o convite para presidir a Comissão Européia por entender que não haveria ligação com as urnas.

No caso de confirmar-se a convocação de novas eleições, a data mais provável seria um domingo da segunda metade de outubro próximo, cumprido o prazo mínimo de 90 dias desde a dissolução do Parlamento unicameral.

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