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05/08/2004 - 12h08
Galápagos abre temporada de pesca do pepino-do-mar

Quito, 5 ago (EFE).- A Autoridade Interinstitucional de Manejo (AIM) do arquipélago equatoriano de Galápagos autorizou a pesca do pepino-do-mar, um animal apreciado especialmente em países asiáticos por seus supostos poderes afrodisíacos. Edgar Muñoz, diretor do Parque Nacional Galápagos, informou nesta quarta-feira à EFE que, a partir do dia 12, será permitida a captura de quatro milhões de pepinos-do-mar, durante sessenta dias, em áreas onde a espécie não está em perigo de extinção. Não será permitido pescar nas áreas banhadas pelo canal Bolívar na ilha Fernandina e Isabela, nem na ilha Floreana. "Essas são as áreas de reprodução e aglomeração dos pepinos-do-mar", explicou Muñoz ao indicar que, em reunião presidida pelo ministro de Ambiente, Fabián Valdivieso, ontem à noite, cinco dos sete grupos da Autoridade de Manejo votaram a favor da restrição.

A pesca do pepino-do-mar, da família das holoturias, passou por uma série de inconvenientes nos últimos meses diante da recusa dos pescadores artesanais em acatar a disposição das autoridades de limitar as áreas de pesca e o número de espécimes capturados. Os pescadores exigiam pesca aberta e em todo o arquipélago. Em junho, um juiz acolheu um recurso de amparo interposto pelos pescadores artesanais, que se negavam a acatar as restrições, por isso a pesca do pepino-do-mar ficou suspensa enquanto a controvérsia judicial era resolvida.

Posteriormente, o ministro de Ambiente impugnou o recurso de amparo no Tribunal Constitucional, que ratificou a decisão inicial da AIM de restringir a pesca. Este processo durou 60 dias e a pesca, que deveria ter ocorrido entre junho e julho, começará no próximo dia 12. Muñoz explicou que, depois da pesca, será realizado o controle dos pepinos que, molhados, devem medir 26 centímetros, e secos, oito centímetros.

Se o animal seco superar o tamanho estabelecido, o produto é confiscado.

Uma vez passados os controles, a Autoridade de Manejo entrega um certificado ao pescador para que comercialize o pepino-do-mar, apreciado especialmente entre a comunidade asiática dos Estados Unidos e no Japão, explicou Muñoz.

Em Galápagos, há cerca de 36 espécies de holoturias, mas a comercial é a "isofus ficus". Os pepinos-do-mar são pequenos animais alongados e cilíndricos, de cor café na parte dorsal e amarelados no ventre, que atuam no ciclo da água "como purificadores de certos nutrientes", esclareceu Muñoz.

O diretor do Parque Galápagos especificou que a população de pepinos-do-mar não está em perigo de extinção no arquipélago, mas "há áreas específicas de extinção", por isso esses lugares são protegidos.

Segundo cálculos de Muñoz, cada pepino-do-mar é vendido em Galápagos por um dólar, mas, no exterior, o quilo (entre 15 e 20 unidades, dependendo do tamanho) é comercializado por até cem dólares.

As ilhas Galápagos, situadas a cerca de mil quilômetros do litoral equatoriano, foram declaradas em 1978 Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

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