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17/09/2004 - 15h08
ONU destaca "Mapa de Caminho" como único modo de trazer paz

Nações Unidas, 17 set (EFE).- O "Mapa de Caminho" é a única opção viável e realista para a retomada do diálogo entre israelenses e palestinos, ressaltou a ONU nesta sexta-feira em resposta a recentes declarações de Israel.

O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse que seu país não segue o "Mapa de Caminho" e que os assentamentos judaicos na Cisjordânia são estratégicos. Por isso, não pensa em removê-los depois de se retirar da Faixa de Gaza.

Em reunião realizada hoje no Conselho de Segurança para debater a situação do Oriente Médio, o subsecretário para Assuntos Políticos da ONU, Kieran Prendergast, disse estar preocupado com as recentes declarações de Sharon. "Dada a atual situação, o 'Mapa de Caminho', do Quarteto de Madri (União Européia, EUA, Rússia e ONU), é a única rota viável e realista para a paz e para a retomada do diálogo." Prendergast advertiu Israel de que seus planos de retirada da Faixa de Gaza devem ser feitos de acordo com o projeto do Quarteto, ou seja, devem estar acompanhados de passos similares na Cisjordânia e ser coordenados com a Autoridade Nacional Palestina (ANP).

O "Mapa de Caminho" estabelece o calendário e uma série de fases para resolver o conflito palestino-israelense. O projeto culmina com a criação de um Estado palestino no ano de 2005, convivendo em paz e segurança com o de Israel.

O subsecretário da ONU condenou o ciclo de violência no Oriente Médio, que tirou a vida de 17 israelenses e oito palestinos nas últimas semanas, o que elevou para 35.400 o número de palestinos mortos e 6.235 o de israelenses desde o início da segunda Intifada, em setembro de 2000.

Por isso, pediu a Israel que respeite suas obrigações com base no direito internacional de proteger a população palestina, e ponha fim aos assassinatos extrajudiciais. As Nações Unidas também repreenderam o governo israelense por restringir o movimento das agências humanitárias do organismo multilateral, indicando que os palestinos são os que mais sofrem com estas restrições.

Outra preocupação evidenciada por Prendergast é o confisco por parte de Israel de terras palestinas no contexto de suas operações militares e da construção do muro de separação. Nesse sentido, pediu às autoridades israelenses que acatem o parecer do Tribunal Internacional de Justiça de Haia ditado em 9 de julho, como exige a resolução adotada pela Assembléia Geral em 20 de julho.

Também ressaltou que os planos de expansão de assentamentos, com a autorização de construir mil casas na Cisjordânia, estão em clara contradição com o "Mapa de Caminho".

Prendergast também dirigiu suas críticas à ANP por sua lentidão e incerteza na implementação de reformas, especialmente no setor da segurança.

Apesar de elogiar as palavras do presidente palestino, Yasser Arafat, quando reconheceu os erros do passado e reiterou seu suposto compromisso com as reformas, disse que devem se traduzir "em ações concretas".

Para Prendergast, a revitalização da economia palestina é indispensável para conseguir a paz, especialmente ao se levar em conta que 47% da população vive na pobreza e 34% das pessoas estão desempregadas.

Em respeito a outros países da região, expressou sua decepção com as contínuas violações aéreas israelenses na Linha Azul, na fronteira entre o Líbano e Israel. Além disso, lamentou que Israel e Síria não voltem a negociar, apesar da suposta vontade demonstrada pelo presidente sírio, Bachar al Assad.

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