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05/10/2004 - 13h16
Cites denuncia o aumento do contrabando de animais e plantas

Por Miguel F. Rovira Bangcoc, 5 out (EFE).- Os especialistas na luta contra o tráfico ilegal de animais e plantas silvestres denunciaram nesta terça-feira, na reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (Cites), em Bangcoc, que essa prática está aumentando rapidamente e que cada vez é maior o envolvimento das organizações criminosas.

Estas são duas conclusões contidas no estudo feito por procuradores, policiais e fiscais de alfândega da comissão que em 2002 foi encarregada pela Cites de verificar o nível de cumprimento do regulamento.

No relatório, que será apresentado esta semana aos delegados dos 166 países-membros da Cites, a comissão adverte também que o negócio do contrabando de animais raros e plantas exóticas tem técnicas cada vez mais modernas, como o uso da Internet para formalizar os pedidos e as vendas.

"Hoje pode ser encontrado na Internet um fórum de discussão sobre qualquer animal ou planta. Este é o lugar onde as pessoas se encontram e falam sobre como conseguir alguma espécie", disse o procurador do departamento americano de Justiça, John Webb.

Atualmente, a Internet é o principal meio para a venda de marfim de elefante no mundo todo. Principalmente nos Estados Unidos, um dos principais países receptores deste material, cuja comercialização foi proibida pela Cites em 1989.

Webb disse que as autoridades alfandegárias dos Estados Unidos apreenderam no ano passado 132.000 importações ilegais de espécies protegidas pela Cites, sob um valor total de 1,5 milhão de dólares.

O tráfico ilegal de marfim, peles de felinos como o tigre, de animais selvagens vivos e de plantas exóticas movimenta anualmente quase 4,5 bilhões de dólares, segundo estimativas.

Segundo a Cites, o contrabando de animais e plantas representa, após a destruição de seu habitat natural, a segunda maior ameaça para as espécies protegidas.

"Corremos o risco de perder a luta contra o contrabando organizado, principalmente no tráfico de animais mais raros e plantas mais exóticas, a menos que tornemos as técnicas policiais mais modernas", disse o secretário-geral da Cites, Willen Winjstekers.

Além disso, a comissão de especialistas afirmou que nos últimos dois anos foi detectado um crescente volume das falsas autorizações de importação e ressaltou que a corrupção tem um papel fundamental no contrabando de animais e plantas protegidas.

"Está muito claro que a corrupção é um dos maiores problemas para impedir este tráfico ilegal", disse o chefe da área judicial da Cites, Jonh Sellar.

Os especialistas apontaram a falta de recursos e de experiência em alguns países como outro problema que impede a redução do tráfico ilegal de animais e plantas sob proteção através dos acordos adotados dentro da Cites.

Sellar disse ser "igualmente preocupante" em outras regiões a situação do contrabando de animais e plantas na América Latina.

"A América Latina é um grande alvo dos traficantes, na região existe um grande número de organizações criminosas envolvidas com o contrabando", disse Sellar.

A Cites é o maior órgão regulador do mundo de espécies de plantas e animais e foi criada em 1975.

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