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09/12/2004 - 18h20
Câncer infantil aumentou na Europa nas últimas três décadas

(embargada até as 21.00 no horário de Brasília)

Madri, 9 dez (EFE).- O câncer infantil cresceu paulatinamente na Europa nas últimas três décadas, segundo uma pesquisa realizada em 19 países e publicada no último número da revista Lancet.

A diretora do estudo, a epidemióloga Eva Steliarova-Foucher, da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (Iarc), explicou nesta quinta-feira que este relatório é o primeiro do projeto Sistema Automatizado de Informação sobre Câncer Infantil (Accis), que oferece uma visão geral dos padrões e tendências dessa doença na Europa.

Os pesquisadores analisaram 113 mil casos de câncer em crianças e 18 mil em adolescentes nas décadas de 70, 80 e 90 em 19 países europeus que mostram que a incidência dos tumores infantis cresceu 1% a cada ano entre os menores de 0 a 14 anos e 1,5% entre adultos.

A média para a última década é de 140 casos por milhão de menores, entre 0 e 14 anos, e de 193 por milhão em adolescentes, de 15 a 19 anos, em 1990.

Nas crianças, os aumentos são registados em todos os tipos de tumores, enquanto em adolescentes as maiores mudanças são para os carcinomas, linfomas e sarcomas nos tecidos suaves.

Simultaneamente, o índice de sobrevivência destes pacientes aumentou bastante nas últimas três décadas, embora com diferenças por regiões.

Na última década, 75% das crianças com câncer sobreviveram mais de cinco anos no oeste da Europa, uma percentagem que caía para 64% em países do leste, com um índice similar no caso dos adolescentes.

Nos anos 70, a taxa de sobrevivência era de 44% para as crianças e de 50% para os adolescentes.

O estudo confirma relatórios precedentes e explica que "há uma mistura de fatores responsáveis pelo incremento, inclusive mudanças na forma de dar à luz, infecções e vacinas, associados essencialmente ao aumento de leucemias e linfomas".

Steliarova-Foucher advertiu que este projeto não é suficientemente financiado e que sua continuação está ameaçada.

Na sua opinião, vigiar a incidência da doença e os níveis de sobrevivência da população "é a base das pesquisas sobre as causas do câncer e da avaliação das políticas de saúde", por isso todos os países deveriam estar envolvidos neste trabalho, financiado até agora pela Comissão Européia e a Iarc.

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