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01/02/2005 - 17h15
Estudo revela riscos da publicidade voltada para crianças

Roma, 1 fev (EFE).- O Observatório da Imagem das Crianças da Itália apresentou nesta terça-feira um estudo que revela que os anúncios de televisão dirigidos às crianças são 40% do total e, em sua maioria, são de produtos alimentícios que influenciam de maneira perigosa a conduta delas.

A responsável pelo estudo, Maria D'Alessio, chamou a atenção para o perigo de determinadas mensagens dirigidas às crianças por considerar que elas influem no uso de alguns produtos que prejudicam uma alimentação saudável.

O Observatório é um comitê científico criado em 2000 e que se encarrega da defesa, proteção e desenvolvimento das crianças no que se refere à imagem e comunicação, colaborando freqüentemente com órgãos da administração.

D'Alessio afirmou que esse tipo de publicidade poderia provocar, nos próximos anos, transtornos na conduta alimentícia como a bulimia, a anorexia e a obesidade.

O Observatório afirma que, de cada três anúncios, um tem como protagonista uma criança, o que faz com que os menores reajam, em geral, positivamente às mensagens, o que pode ser ruim para a saúde das crianças.

O estudo analisou durante duas semanas a programação das cadeias italianas dos grupos RAI (pública) e Mediaset (privada) e revela que as crianças acreditam na publicidade, que os pais subestimam isso e que os anúncios reafirmam estereótipos sexistas.

O especialista em neuropsiquiatria infantil Giovanni Bollea acha que a publicidade "não educa e nem protege as crianças" e que elas não podem ser vítimas das leis de mercado.

Bollea disse que o estudo "incomoda" os políticos responsáveis pela defesa dos menores. A vencedora do prêmio Nobel de medicina e senadora vitalícia, Rita Levi Montalcini, participou da apresentação do documento e chamou a atenção para a necessidade de "vigiar os objetivos na tutela da infância".

O diretor geral da Associação de Usuários Associados, Felice Lioy, culpou o estilo de vida "excessivamente sedentário" pelos problemas alimentícios das crianças e defendeu as grandes empresas que, segundo ele, se esforçam para fazer bons produtos.

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