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10/06/2005 - 12h50
CIA vincula Luis Posada com explosão de avião cubano em 1976

Miami, 10 jun (EFE).- O dissidente cubano Luis Posada Carriles sabia dos planos de atentado contra um avião da Cubana de Aviación que em 1976 matou 73 pessoas, informa nesta sexta-feira o jornal El Nuevo Herald, que entrevista um relatório da CIA (agência de inteligência americana) O documento, divulgado na quinta-feira pela fundação dos Arquivos de Segurança Nacional dos EUA, revela que quatro dias antes da explosão, Posada comentou em Caracas que o atentado iria acontecer.

"Nós vamos derrubar um avião cubano", foram as palavras que escutou de boca de Posada uma fonte da CIA que o organismo de inteligência identificou como um ex-funcionário venezuelano que "foi uma fonte confiável".

Posada está preso nos EUA desde 17 de maio por entrar ilegalmente no país, e a Venezuela anunciou que nos próximos dias pedirá sua extradição pelo delito de terrorismo internacional.

O relatório da CIA que perdeu o caráter de confidencial está datado de 13 de outubro de 1976 e oferece novos detalhes do conhecimento que supostamente tiveram das atividades de vários cubanos o governo venezuelano de Carlos Andrés Pérez e em particular o funcionário de mais confiança no serviço de inteligência, Orlando García.

Segundo o relatório da CIA, Posada acrescentou ao comentário prévio à explosão do avião, realizada em 6 de outubro de 1976, que "Orlando conhece os detalhes", mas adverte que não se identificaram as pessoas a que o anticastrista se referia como "nós" e a identidade de "Orlando".

No entanto, dias antes, Posada participou de um jantar de arrecadação de fundos a favor de Orlando Bosch, um médico pediatra envolvido em ataques a Cuba que tinha chegado a Caracas em setembro daquele ano, acrescentou a fonte da CIA.

Nessa reunião, a mesma fonte escutou Bosch comentar que "agora que as coisas estão se saindo bem com Letelier vamos tentar algo mais".

De acordo com o funcionário que preparou o relatório da CIA, Bosch se referia a Orlando Letelier, o ex-ministro das Relações Exteriores do Chile assassinado em Washington em 21 de setembro.

Bosch estava "sob a proteção" do governo de Carlos Andrés Pérez, que nomeou García como segurança dele, acrescentou a fonte da CIA.

O jantar foi realizado na casa em Caracas do exilado cubano Hildo Folgar, e a ele foram, além de Posada, García e Bosch, Ricardo Morales Navarrete, conhecido como "El Mono", um anticastrista cubano que trabalhou para a CIA. Também esteve presente um alto funcionário do Ministério do Interior da Venezuela.

Por causa da explosão do avião, García e Posada concluíram que o mais conveniente seria que Bosch saísse do país, disse o informante da CIA. Ambos o acompanharam em 9 de outubro até a fronteira com a Colômbia, país em que entrou, segundo o relatório.

Outro dos relatórios divulgados inclui uma entrevista com Posada por parte de um escritório do governo dos EUA em 1992, na qual descreve sua participação na operação de fornecimento de armas aos Contra da Nicarágua.

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