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07/09/2005 - 19h15
Conflitos do sec.XX mataram 3 vezes mais que do resto da história

Nova York, 7 set (EFE).- Aproximadamente 109,7 milhões de pessoas morreram devido a conflitos violentos no século XX, número três vezes maior que "em todos os séculos precedentes juntos", segundo cálculos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

"Vivemos em um mundo cada vez mais violento do ponto de vista histórico", afirmam os especialistas do Pnud em seu Relatório 2005 sobre Desenvolvimento Humano, divulgado hoje. "Um conflito violento é a supressão mais brutal do desenvolvimento humano".

Percentualmente, no século XVI morreu 0,32% da população mundial, de 493,3 milhões de pessoas, e no XVII, 1,05% dos cerca de 579 milhões de habitantes que havia no planeta.

No século XVIII a percentagem caiu para 0,92% das 757,4 milhões de pessoas que habitavam a Terra então, e no XIX voltou a subir para 1,65% do cerca de 1,1729 bilhão de pessoas.

No entanto, no século XX a percentagem de falecidos em conflitos bélicos disparou para 4,35% da população mundial, de aproximadamente 2,5195 bilhões.

Um aspecto positivo assinalado pelo relatório é que, enquanto em 1991 houve 51 conflitos violentos no mundo, em 2003 esse número foi de 29, embora as guerras sejam cada vez mais longas e sangrentas.

Por exemplo, o genocídio de Ruanda de 1994 matou cerca de um milhão de pessoas; a guerra civil da República Democrática do Congo dizimou 7% da população, e o conflito entre o Norte e o Sul do Sudão deixou sem vida aproximadamente dois milhões de habitantes e deslocou quase seis milhões.

Outra característica da evolução das guerras ao longo do tempo é que os conflitos ocorrem atualmente nos países mais pobres. Assim, uma nação com uma renda per capita média de US$ 600 dólares tem a metade de chance de atravessar uma guerra civil que outro com uma média de US$ 250.

Assim, nove dos dez países com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) viveram algum conflito bélico desde 1990, e só dois deles eram democracias.

No mesmo período, tiveram conflitos violentos cinco dos dez países com a esperança de vida mais baixa, nove dos dez com maior mortalidade infantil e oito dos dez com taxa de escolaridade mais baixa.

Entre 1946 e 1989, os países em desenvolvimento de baixa renda respondiam por cerca de um terço dos conflitos violentos. Mas entre 1990 e 2003 esse nível subiu para mais da metade.

Atualmente, quase 40% dos conflitos mundiais acontecem na África, segundo o Pnud.

No aspecto estritamente econômico, o Banco Mundial calcula que uma guerra civil dura uma média de sete anos, e que nesse período a taxa de crescimento do país afetado sofre uma redução anual de 2,2%.

No entanto, "as estatísticas por si só são incapazes refletir todos os custos dos conflitos bélicos", pois estes também provocam "o colapso dos sistemas alimentícios, a desintegração dos serviços de saúde e educação, a perda de renda e a fuga de capitais".

"As doenças infecciosas, a fome e a degradação ambiental são assassinos mais perigosos que um conflito armado, e cada um destes assassinos é causa e efeito do conflito armado", afirma o Pnud.

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