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23/09/2005 - 07h10
Cardeal Bergoglio foi o segundo mais votado na escolha do papa

Roma, 23 set (EFE).- O cardeal argentino Jorge Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires, foi o segundo mais votado no Conclave que em abril passado elegeu Joseph Ratzinger como novo papa, segundo revela o diário de um dos eleitores hoje na imprensa italiana.

Segundo este cardeal, que não tem revelada sua identidade, Bergoglio obteve na penúltima apuração 40 votos, contra 72 de Ratzinger, que precisava de um quórum de 77 cédulas para ser eleito Pontífice.

"Se os seguidores do cardeal argentino tivessem se mostrado inflexíveis, teriam impedido a escolha" de Ratzinger, destaca o jornal Corriere della Sera, que cita o diário do cardeal anônimo para assinalar que, "com o aspecto e os gestos, Bergoglio dava a entender a quem se aproximasse que não aceitava sua escolha".

Assim, na última votação Joseph Ratzinger superou o quórum de dois terços dos votos ao obter o respaldo de 84 cardeais, enquanto o arcebispo de Buenos Aires obteve 26 votos, revela o documento.

O diário, que será publicado com detalhes pelo vaticanista Lucio Brunelli no próximo número da revista Limes, revela também os votos obtidos por outros cardeais cujos nomes soavam para suceder João Paulo II.

O arcebispo emérito de Milão, o cardeal Carlo Maria Martini, foi com nove votos o terceiro mais respaldado no primeiro apuração, após Ratzinger (47 votos) e Bergoglio (10), afirma o prelado autor do diário.

Nessa mesma votação, o cardeal Camillo Ruini foi o quarto mais votado (6 votos), seguido do secretário de Estado vaticano, Angelo Sodano (4), o arcebispo de Tegucigalpa, cardeal Oscar Rodríguez Maradiaga (3) e o arcebispo de Milão, Dionigio Tettamanzi (2).

Na segunda apuração, sempre segundo o diário do purpurado anônimo, Ratzinger obteve 65 votos e Bergoglio 35, enquanto Martini e Ruini não receberam nenhum e Sodano e Tettamanzi obtiveram 4 e 2, respectivamente.

A terceira votação foi a que deu a Bergoglio 40 votos, suficientes para evitar que Ratzinger obtivesse a necessária maioria de dois terços, mas o cardeal argentino "na pausa para a alimentação, pediu a seus seguidores para não votarem nele", afirma o Corriere della Sera.

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