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27/09/2005 - 09h12
Cientistas suíços desenvolvem exame de sangue que detecta câncer

Genebra, 27 set (EFE).- Dois cientistas suíços aposentados desenvolveram um exame de sangue que revela a presença ou não de um tumor cancerígeno no paciente, o que permite o tratamento precoce da doença.

Os cientistas Maurice Stroun e Philippe Anker, ex-pesquisadores da Universidade de Genebra, divulgaram o desenvolvimento deste teste sangüíneo que se baseia em seus trabalhos sobre os ácidos nucleicos circulantes, segundo a edição de hoje do jornal Le Temps.

Esses ácidos, que são conhecidos como desoxirribonucleico (DNA) e ribonucleico (RNA), desempenham juntos um papel fundamental, já que contêm, armazenam e traduzem a informação genética de cada indivíduo.

"Os ácidos nucleicos circulantes são como a verdadeira assinatura de um tumor no plasma sangüíneo", explicaram os pesquisadores, segundo os quais "o paciente deve se submeter a uma simples análise de sangue pela qual se revela se ele tem ou não um tumor".

Esse sistema de diagnóstico precoce do câncer permite que os tumores sejam tratados antes que sejam visíveis através de outros procedimentos científicos, como biópsia ou tomografia.

Tal análise "também permite detectar se há eventuais metástases", declarou Stroun, acrescentnado que, através desse teste, "podem ser detectados quase todos os tipos de câncer, já que descobrimos que há ácidos nucleicos circulantes em 90% dos tumores".

A análise, chamada de "OncoXL", detecta a telomerase, uma enzima produzida de forma anormalmente elevada quando há um tumor.

Stroun e Anker, que já estão aposentados, explicaram ao jornal que seus trabalhos sobre essa enzima começaram na década de 70 e que na época a Universidade de Genebra não quis ajudá-los com a patente de pesquisa, já que "esta não se ajustava à norma da época".

Nas décadas posteriores se desenvolveram no mundo todo diversas pesquisas sobre o DNA que levaram cientistas americanos a detectar cânceres de nariz, boca e ouvidos, e agora se estudam os relativos aos de vesícula e pulmão.

Segundo os pesquisadores, entre 80% e 95% dos cânceres poderiam ser detectados através desse método, que agora está protegido com uma patente para a qual contaram com o apoio do laboratório Eclosion.

O diretor adjunto dessa empresa, Benoit Dubuis, disse ao Le Temps que agora busca uma associação com outra empresa farmacêutica para a industrialização e distribuição do "OncoXL".

Até agora foram realizados vários estudos clínicos para validar a descoberta e outro está sendo feito no Centro Hospitalar Universitário de Vaud, com um grupo de 30 pacientes.

O tratamento final do produto, que poderia ser comercializado em dois ou três anos, também conta com a participação da Escola Politécnica Federal de Lausanne, que informou que "os exames médicos preventivos sobre o DNA já são praticados em pesquisas em vários hospitais universitários".

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