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01/11/2005 - 16h21
Conselho de Ética absolve Sandro Mabel por unanimidade

Brasília, 1 nov (EFE).- O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados absolveu hoje das acusações de corrupção o deputado Sandro Mabel (GO), porta-voz do PL e importante aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os 14 deputados do Conselho de Ética aprovaram por unanimidade o relatório do relator do caso, Benedito de Lira (PP-AL). Segundo ele, não existem provas que incriminem Mabel e justifiquem a cassação de seu mandato como parlamentar.

O mesmo relatório ainda terá que ser votado pelo plenário da Câmara antes de o processo poder ser arquivado e de o deputado se livrar definitivamente do julgamento que ameaça tirar seu mandato e privá-lo de seus direitos políticos pelos próximos dez anos.

A absolvição foi aprovada cinco dias depois de o mesmo Conselho ter aprovado, por 13 votos a favor e um contra, a cassação como deputado de José Dirceu (PT-SP), ex-mão direita de Lula e acusado de liderar a rede de corrupção que deixou um total de 18 parlamentares na berlinda.

No entanto, o processo contra Dirceu terá que ser votado novamente pelo Conselho de Ética antes de ir ao plenário da Câmara devido a um recurso que o Supremo Tribunal Federal concedeu aos advogados do ex-chefe da Casa Civil.

Mabel foi acusado de ter oferecido R$ 1 milhão para que a deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO) trocasse seu partido pelo PL.

A suposta tentativa de suborno foi confirmada pela deputada em um interrogatório em uma das CPIs que investigam as denúncias de corrupção.

"Ficou a palavra de um deputado contra a palavra de outro deputado", e não foram encontradas provas e evidências que confirmem a acusação, afirmou o deputado Benedito de Lira, que recomendou a absolvição.

De acordo com o relator, ele não estava dizendo que Mabel era inocente, mas pedia apenas o arquivamento do processo por falta de provas. Lira também ressaltou que não estava dizendo que a deputada Raquel Teixeira mentiu.

Mabel, que chorou ao escutar o veredicto, disse que confia que o plenário da Câmara também o absolverá.

"Eu sempre confiei neste conselho, que manteve uma linha de coerência, independentemente dos partidos de seus integrantes. Foram 150 dias de aflição. Eu não desejo isso para ninguém. É um martírio", afirmou Mabel ao agradecer o voto dos deputados.

O deputado foi o terceiro a ser julgado pelo Conselho de Ética desde que surgiu o escândalo.

Antes dele e de Dirceu, o Conselho votou contra Roberto Jefferson, que teve seu mandato cassado. Jefferson presidia o PTB e foi o primeiro a denunciar os casos de corrupção.

Do total de 18 parlamentares acusados ao Conselho de Ética por causa das denúncias contra o PT, três renunciaram a seus cargos, um foi cassado (Jefferson), um absolto (Mabel) e outros 14 ainda serão julgados, incluindo Dirceu.

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