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15/11/2005 - 12h39
Princesa Sayako deixa a vida imperial ao se casar com plebeu

Por Javier Villagarcía Tóquio, 15 nov (EFE).- A princesa Sayako, única filha do imperador do Japão, renunciou hoje aos privilégios da vida imperial ao casar com o funcionário do Governo de Tóquio Yoshiki Kuroda, em uma cerimônia discreta.

Após um ano de preparativos e rituais tradicionais, Sayako, de 36 anos, abandonou definitivamente os direitos que tinha como membro da realeza para se unir a um plebeu, como estabelece a Lei Imperial.

A "princesa Nori", segundo o apelido carinhoso que recebeu do povo japonês, é a terceira dos três filhos do imperador Akihito e a imperatriz Michiko, e a única que ainda era solteira.

No sábado se despediu de seus pais de maneira oficial com o cerimonioso rito "Choken-no-gi", mas hoje o fez de fato, com um último passeio pelos jardins de palácio assim que acordou, segundo a rede de televisão pública NHK.

Um dos momentos mais emocionantes aconteceu quando Sayako subiu ao automóvel que a levou até o hotel Imperial, onde o casamento foi realizado.

Os imperadores não tiraram os olhos de sua filha até que o veículo e sua escolta motorizada desapareceram nas ruas da cidade, de acordo com a mesma fonte.

"Nossos laços familiares não mudarão, por isso vêem nos ver de vez em quando", apesar de abandonar a condição imperial, disse o imperador, segundo afirmou Sayako em comunicado.

No curto trajeto entre o palácio e o hotel, que apesar de sua denominação nada tem a ver com a instituição monárquica, a noiva foi recebida por mais de cinco mil pessoas que aplaudiam e gritavam "Banzai" (longa vida).

Sayako escolheu para a cerimônia religiosa um vestido branco de seda com tons prateados, de corte ocidental, com as mãos cobertas por umas luvas brancas.

Um colar, muito parecido ao que a imperatriz Michiko usava, reforçou a imagem de extrema simplicidade das linhas de seu vestido de noiva, enquanto o noivo usava um fraque.

A cerimônia de casamento foi íntima, com uns 30 convidados, os membros mais próximos de ambas as famílias, sem câmeras de televisão.

Os noivos trocaram os votos perante um sacerdote sintoísta com o rito "sansankud+", ou a oferenda mútua de taças de saquê (licor de arroz).

"Mantendo presentes as lembranças dos anos que passei com minha família, aprenderei novas coisas em minha nova vida como membro dos Kuroda", afirmou Sayako após o ritual religioso em um encontro com a imprensa.

Yoshiki Kuroda, de 40 anos, antigo banqueiro e amigo de infância do irmão mais novo de sua agora esposa, Akishino, deu sua visão sobre a vida matrimonial que os espera.

"Espero uma vida familiar tranqüila e relaxada, um lar em que sejam respeitadas as idéias de cada um. Haverá muitas coisas às que não estamos acostumados, assim como fatos inesperados, mas unidos trataremos de superá-lo passo a passo", indicou.

O casamento surpreendeu pela inusual combinação de costumes orientais e ocidentais, já que a noiva não usou um quimono para o rito sintoísta, mas por outro lado o usou para o banquete, cujo menu era basicamente de comida francesa.

A festa não teve a pompa de um casamento real. Não houve nem líderes de outros países, nem personalidades políticas, com a exceção do Governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, que foi como chefe de Kuroda.

Fazia 45 anos que a filha de um imperador reinante não casava com uma pessoa sem origens reais. A última foi a princesa Takamado, filha de Hirohito, em 1960, ao casar com um banqueiro.

Sayako Kuroda se preparou durante o último ano para sua radical mudança de vida. Ela tirou o carteira de motorista e inclusive, segundo a imprensa japonesa, teve aulas de culinária e trabalhos do lar.

Para suas despesas contará com os 152 milhões de ienes (US$ 1,3 milhão de dólares, 1,1 milhão de euros) de dote aprovado pelo Governo japonês na semana passada.

Sayako entrou em contato com sua nova realidade assim que o banquete terminou já que os noivos passaram a noite de núpcias no apartamento que alugaram no centro de Tóquio, e em que viverão até que acabem as obras do que compraram .

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