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21/12/2005 - 09h15
Turismo filantrópico, uma alternativa com bom coração

Por Rocío Ayuso Los Angeles, 21 dez (EFE).- Com a aproximação das férias de natal, são muitos os que buscam "uma viagem inesquecível", mas, ao contrário das viagens convencionais, aumenta significativamente o número de pessoas dispostas a ajudar os mais necessitados.

A isso se dá o nome de turismo filantrópico, viagens altruístas ou mesmo "férias com bom coração". O certo é que o número de turistas que aproveitam seus dias de descanso para auxiliar os necessitados é cada vez maior.

Sue Kroyer é uma dessas voluntárias.

Quando o furacão Katrina arrasou a região de Nova Orleans, esta californiana de 50 anos, casada e com três cachorros, não hesitou nem um segundo em se unir os trabalhos de resgate de animais na região.

"Agora quero ver o que mais posso fazer por uma região que precisa tanto de nós", afirmou Kroyer à EFE.

A californiana dedicará suas duas semanas de férias ao programa "Global Village", da organização "Habitat for Humanity" (www.habitat.org), que presta auxílio na reconstrução de casas.

Kroyer entende mais de produção do que de pregos. Mas tudo se aprende, como fizeram antes dela os 25.500 voluntários que nos últimos três meses dedicaram suas férias a reconstruir habitações destruídas na região.

Graças a tamanha ajuda, o "Habitat for Humanity" construiu mais de 200 mil casas em todo o mundo.

Trata-se de férias que "alimentam a alma", como garante Bud Philbrook, co-fundador deste programa.

A entidade já está há muito tempo no mercado e não é a única a oferecer este tipo de pacotes, embora as rotas deste tipo não figurem nas listas da maioria das agências tradicionais de viagens.

Quer ir à África? Duas semanas sairão entre US$ 1.300 e US$ 1.700, com comida e alojamento, mas sem incluir a passagem de avião.

Se preferir conhecer a Ásia, a experiência custará entre US$ 1.000 e US$ 1.800, e um giro pela Europa pode chegar a US$ 2.200.

Os pregos e a madeira são fornecidos pela organização, e ao invés daquela típica camiseta que ninguém mais quer, o turista pode trazer para casa a lembrança de um trabalho bem feito.

Como garante a organização, trata-se de devolver algo à sociedade, ao mesmo tempo em que se conhece outras áreas do mundo.

Um tipo de proposta que, desde o tsunami que devastou o sudeste asiático em dezembro de 2004, conta com cada vez mais adeptos.

A idéia também seduziu María Luz Díaz, que tirou férias de seu trabalho como garçonete na Espanha para se dedicar à arqueologia.

Por isso, ao invés de martelos e pregos, Díaz diz à EFE que prefere a pá, para desenterrar restos arqueológicos na América Central.

Esse é o tipo de programa oferecido pela Earthwatch (www.earthwatch.org), com 130 expedições em 47 países e preços que variam entre US$ 495 e US$ 3.500 por três semanas.

Sua lista de propostas é igualmente variada: estudar os crocodilos na Costa Rica, as lontras de Monterrey (Califórnia) ou os macacos que habitam os templos do Sri Lanka.

O viajante também tem a opção de lecionar nas Ilhas Cook, no meio do Pacífico Sul, com a Global Volunteers (www.globalvolunteers.org).

Caso opte pela Antártida, o viajante pode apoiar a pesquisa no continente, com um barco que se transforma em uma espécie de ônibus para os cientistas que necessitem sair das bases internacionais. De quebra, pode-se adotar um pingüim.

Essa é uma das viagens mais caras (acima de US$ 5.000) e, ao final, o pingüim terá de permanecer na Antártida.

Se a idéia é ajudar o mundo e a sociedade ao mesmo tempo em que se conhece novos lugares, não é necessário ir tão longe, pelo menos para os americanos.

Nos Estados Unidos, o grupo Sierra Club (www.sierraclub.org) oferece a possibilidade de proteger a Natureza durante passeios cotidianos com programas altruístas que vem organizando desde 1958.

O programa sai por apenas US$ 300, além de uma dor nas costas, de tanto se agachar para recolher o lixo que os outros turistas não se prestaram a apanhar, em suas férias tradicionais.

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