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24/12/2005 - 07h51
Opositor liberal Zelaya é declarado presidente eleito de Honduras

Tegucigalpa, 24 dez (EFE).- O líder do opositor Partido Liberal hondurenho, Manuel Zelaya, foi declarado presidente eleito do país 27 dias depois de eleições nas quais, no entanto, seu grupo não obteve a maioria simples no Congresso Nacional (Parlamento).

A Corte Suprema Eleitoral (TSE) declarou Zelaya como novo presidente do país ontem à noite. O vice-presidente será seu companheiro de partido Elvin Santos, e os dois foram eleitos para governar Honduras de 2006 a 2010, a partir do dia 27 de janeiro.

O TSE anunciou que nas eleições de 27 de novembro passado Zelaya obteve 999.006 votos, e seu principal rival, Porfirio Lobo, do governista Partido Nacional, somou 925.243 votos.

Zelaya superou Lobo, que é presidente do Parlamento hondurenho, por 73.763 sufrágios, e substituirá Ricardo Maduro na Presidência do país. Foi a quinta vitória do Partido Liberal desde que Honduras voltou a viver de forma democrática, após cerca de duas décadas de regimes militares. As outras foram em 1982, 1985, 1993 e 1997.

O Partido Nacional, também conservador, ganhou em 1989 e 2001.

Zelaya, de 53 anos, é um empresário agrícola e madeireiro, conhecido por seus simpatizantes como "Mel".

Dos 2.004.908 votos válidos, o candidato do partido Unificação Democrática (UD, de esquerda), Juan Almendares, obteve 29.754, o da Democracia Cristã, Juan Ramón Martínez, 27.812, e o de Inovação e Unidade-Social Democrata, Carlos Sosa, 23.093.

O anúncio dos candidatos eleitos foi lido pelo secretário do TSE, Augusto Aguilar, em rede nacional de rádio e televisão. O texto narrado não informou sobre as porcentagens de votos obtidas por cada postulante, a vantagem em pontos percentuais de Zelaya sobre Lobo, o número de votos nulos e em branco e até mesmo o nível de abstenção.

O órgão eleitoral confirmou que o Partido Liberal, com 62 deputados, não conseguiu a maioria simples de 65 cadeiras do Congresso Nacional (Parlamento), composto por 128 deputados no total. O Partido Nacional reuniu 55 representantes, o UD cinco, a Democracia Cristã quatro, e o Partido Inovação e Unidade-Social Democrata (PINU-SD) dois.

Os liberais, portanto, terão de fazer alianças com outros partidos para conseguirem a maioria simples no Parlamento. O tribunal eleitoral não informou em seu relatório quantas das 298 prefeituras em todo o país foram vencidas por cada partido.

O TSE provocou tensão e incerteza ao não apresentar no dia do pleito um resultado preliminar amplo, mas apenas uma amostragem. Não conseguiu organizar um sistema adequado de transmissão de dados, segundo fontes do próprio órgão.

No entanto, Zelaya ficou com a vitória a partir de resultados extra-oficiais, e seu correligionário presidente do TSE, Arístides Mejía, o declarou de forma unilateral "presidente eleito", baseando-se apenas em um rápido levantamento.

Mejía, que chegou até a pedir proteção das Forças Armadas para Zelaya, provocou revolta entre os simpatizantes do Partido Nacional, que exigiam do TSE uma apuração oficial rápida das eleições. O TSE deu início à apuração geral em 29 de novembro, mas suspendeu o processo dias depois para revisar mais de mil atas irregulares.

O anúncio dos candidatos eleitos atrasou porque o TSE teve de julgar 85 tentativas de impugnação apresentadas nas votações para deputado e prefeito.

Zelaya já formou a maior parte de seu gabinete de Governo, enquanto o processo de transição política ainda avança de forma lenta. O Movimento Cívico pela Democracia (MDC), coalizão de organizações nacionais, declarou na última quarta-feira que as eleições do dia 27 de novembro foram as "piores" dos 25 anos de democracia hondurenha, por inúmeras irregularidades observadas.

"Assistimos ao pior processo eleitoral já realizado desde 1980, quando uma Assembléia Constituinte foi eleita e cerca de duas décadas de regime militar chegaram ao fim", disse em relatório o MDC, que deslocou 5.599 observadores no período de votações.

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