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08/02/2006 - 22h16
Sudão e Chade aceitam dirimir suas diferenças de forma pacífica

Tunísia, 8 fev (EFE).- O líder líbio, Muamar Gadafi, protagonizou uma façanha política ao conseguir que os presidentes do Chade e do Sudão, Idris Deby e Omar Al-Bashir, respectivamente, aceitassem resolver suas diferenças por vias pacíficas.

Uma minicúpula africana convocada por Gadafi na capital líbia tratou da tensão entre os dois países e do prolongamento da crise na província ocidental sudanesa do Darfur.

O acordo assinado por Idris Deby e Omar Al-Bashir estipula que as relações diplomáticas serão restabelecidas e que os dois países abrirão seus consulados e abandonarão a idéia de invadir o território do outro em ações hostis.

Os dois países se comprometem a não apoiar movimentos rebeldes no âmbito interno, e a tampouco oferecer ajuda aos insurgentes, uma das principais acusações feitas entre Sudão e Chade.

Seis países africanos, Burkina Faso, República Democrática do Congo, Chade, Congo, Líbia e Sudão participaram do encontro, que contou com a presença do secretário-geral da União Africana (UA), Alpha Omar Konté.

O presidente em exercício da organização continental, o congolês Denis Sessu Nguesso, divulgou o conteúdo do acordo alcançado pela minicúpula e afirmou que "representa a maturidade da África para resolver seus próprios conflitos".

Chade e Sudão, além de se absterem de qualquer ato beligerante, cooperarão com uma comissão ministerial da organização africana para resolver todos os pontos de conflito.

A comissão será presidida pela Líbia e terá a função de supervisionar a aplicação do acordo assinado hoje em Trípoli, assim como o fim das campanhas de propaganda hostil através da imprensa.

Os dois países fizeram acusações mútuas sobre um eventual fomento à desestabilização em seus próprios territórios, e até agora tinham se mostrado reticentes em adotar um compromisso político.

O Chade acusou o Sudão de apoiar militarmente a rebelião chadiana formada por desertores do Exército, que, segundo Ndjamena, tinham feito de Darfur uma base com o consentimento de Cartum.

O Sudão reprovou a violação de suas fronteiras ocidentais e o recente ataque a uma unidade militar em Darfur.

Assumindo seu papel de líder e promotor da unidade africana, Gadafi fez um apelo aos sudaneses e chadianos para que coloquem fim à rivalidade, afirmando que isso demonstraria ao mundo que os africanos podem resolver seus problemas sem intervenções externas.

"O que ocorre em Darfur é conseqüência da tensão entre nossos irmãos do Chade e do Sudão, e nós não temos necessidade de capacetes azuis (soldados das Nações Unidas)", acrescentou o dirigente.

Também anunciou que a Líbia estaria disposta a constituir uma força militar, que ficaria disposta na fronteira entre os dois países para evitar conflitos e invasões.

A propósito da tensão em Darfur, que há três anos enfrenta as forças de Cartum, apoiadas por milícias árabes, e tribos africanas que tentam controlar a província, a minicúpula de Trípoli sugeriu como solução para a crise negociações entre todas as partes.

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