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14/04/2006 - 07h40
Fundamentalistas ortodoxos enfrentam a Polícia em Jerusalém

JJerusalém, 14 abr (EFE).- Centenas de fundamentalistas da comunidade judaica ortodoxa fizeram hoje um ato em defesa de um de seus membros, suspeito de ter causado a morte do próprio filho, e bloquearam várias ruas de bairros religiosos de Jerusalém.

Os manifestantes, cinco dos quais foram detidos, queimaram contêineres de lixo na Praça do Shabat e no bairro de Sanedria, e enfrentaram agentes da Polícia Nacional, cujos oficiais foram chamados de "nazistas" pela multidão.

A mobilização foi feita em defesa de Yisrael Vales, de 19 anos, membro de uma conhecida família de rabinos, suspeito de causar a morte de seu filho Rafael, de três meses de idade, porque o bebê "não o deixava dormir".

Os protestos, que incluíram pedradas contra os agentes da ordem, começaram ontem à noite no bairro de Mea Shearim ("Cem Portas"), e continuarão na próxima semana "até a obtenção de sua liberdade", afirmaram os manifestantes horas antes do começo da jornada ritual do descanso hebraico, o "Shabat".

O argumento apresentado pelos mentores espirituais dos manifestantes - em sua maioria estudantes de academias rabínicas (yeshivas) - é que se trata de "uma perseguição anti-semita em plena festividade pascal (Pessach), da mesma forma que judeus eram acusados de assassinar crianças cristãs para extrair-lhes e beber seu sangue".

Segundo a investigação policial, Vales "bateu, mordeu e arremessou seu filho contra a parede", o que finalmente lhe causou a morte.

O pai do bebê, segundo a Polícia, o teria castigado dessa forma por ter nascido com um defeito no pescoço, mas os fundamentalistas asseguram que "é tudo mentira".

O Tribunal do Distrito de Jerusalém ordenou a detenção preventiva do pai da criança após o falecimento do bebê em um hospital, ao qual o homem o tinha levado informando que os ferimentos que sofria se deviam a "uma queda".

Vales admitiu, depois, que tinha castigado seu filho porque ele "não o deixava dormir", enquanto sua esposa, que alega inocência, estaria trabalhando. Algumas fontes dizem que o suposto homicida também batia na mulher.

A rádio ortodoxa "Kol Hai" informou, a partir de fontes fundamentalistas, que "Jerusalém arderá se Yisrael Vales não for posto em liberdade".

Panfletos distribuídos nos bairros ortodoxos, onde reside a maioria dos membros da comunidade - cerca de um terço dos 750 mil habitantes de Jerusalém - apelavam para a "união e o protesto contra o libelo de sangue" e "a conspiração" pré-fabricada pelo "regime satânico" (uma possível alusão às autoridades do Estado israelense, embora neguem) contra "um homem querido e amável".

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