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19/04/2006 - 13h49
Windsor, um sobrenome ao gosto dos britânicos

Patricia Rodríguez Londres, 19 abr (EFE).- O sobrenome Windsor que a Casa Real britânica ostenta atualmente é relativamente recente dentro da dinastia, que adotou o nome inglês para eliminar qualquer vínculo com a Alemanha, país inimigo na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

O nome oficial, Saxe-Coburg Gotha, chegou a ser um problema durante o conflito, e gerou mal-estar entre a população devido à associação com a Alemanha.

O sobrenome foi inserido na família real depois do casamento, em fevereiro de 1840, da rainha Victoria (1819-1901) com o príncipe consorte Albert, filho do duque Ernest I de Saxe-Coburg Gotha.

A mudança do sobrenome se tornou mais urgente depois que a Alemanha usou 14 aviões batizados de "Gotha" para atacar Londres, em 13 de junho de 1917. O ataque causou a morte de 162 pessoas e deixou outros 432 feridos.

Evitar qualquer conotação com o país inimigo passou a ser um dos objetivos do reinado do rei George V - de 1910 a 1936 -, que junto com sua família e conselheiros avaliaram alternativas mais "britânicas".

Após analisar opções como York, Lancaster, Plantagenet, Tudor-Stuart ou Fitzroy, o secretário particular do monarca, Arthur John Bigge, o primeiro barão Stamfordham, encontrou a solução para o problema.

Windsor, assim como o famoso castelo homônimo, próximo a Londres, é um nome que representa um símbolo para a Inglaterra, além de ser 100% inglês e fortemente ligado à realeza.

Até hoje, a família real britânica ostenta o mesmo sobrenome, herdado pela atual rainha Elizabeth II, de quando serviu ao Exército Territorial durante a II Guerra Mundial.

Depois do casamento com o príncipe Philip da Grécia, pertencente à família dos Mountbatten, a rainha decidiu que os seus descendentes se chamariam Mountbatten-Windsor.

O avô materno de Philip de Edimburgo, que era um príncipe alemão chamado Louis Alexander de Battenberg (1854-1921), casou-se com uma neta da rainha Victoria e traduziu seu sobrenome para o equivalente em inglês: Mountbatten.

Em abril de 1952, dois meses após assumir o trono, Elizabeth II determinou que ela e seus quatro filhos - Charles, Anne, Andrew e Edward - seriam conhecidos como a Casa e Família Windsor.

No entanto, um decreto assinado em 8 de fevereiro de 1960 especifica que outros parentes - com exceção de príncipes ou altezas reais - podem usar o sobrenome Mountbatten-Windsor.

Em seu primeiro casamento com o capitão Mark Phillips, em 1973, a princesa Anne adotou o sobrenome Windsor por vontade própria.

O príncipe Charles, herdeiro do trono casado pela segunda vez com Camilla, poderia adotar o Mountbatten, homenageando assim seu tio-avô e mentor, Louis Mountbatten, o último vice-rei da Índia, assassinado pelo Exército Republicano Irlandês (IRA) em 1979.

É o que diz o segundo capítulo da biografia do príncipe Charles escrita pelo jornalista Jonathan Dimbleby, amigo pessoal e biógrafo do primogênito de Elizabeth II.

A decisão, que, segundo o autor, conta com a aprovação do príncipe Phillip, duque de Edimburgo, levantou discussões entre a família real, mas, por ser uma questão constitucional, é preciso consultar o primeiro-ministro e depende da aprovação do Parlamento.

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