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19/04/2006 - 18h05
Supremo nega recursos contra construção de muro em Jerusalém

Jerusalém, 19 abr (EFE).- A Corte Suprema de Israel deu hoje sinal verde para a continuação da construção do muro de separação ao redor do distrito de Jerusalém, que separa dezenas de milhares de residentes palestinos da Cidade Santa.

O Tribunal rejeitou duas apelações de palestinos contra a construção do muro de separação perto das aldeias de Bir Nabala, Beit Hanina, Al Jib, Jedira, Qalandiya e Ar Ram, ao norte da cidade, e deu permissão para o Governo completar a barreira ao redor de Jerusalém Oriental.

Os juízes tomaram a decisão após a construção de estradas só para palestinos que conectam as localidades separadas pelo muro com o terminal de Qalandiya, que deve se transformar na principal passagem entre Jerusalém e os territórios palestinos.

O promotor informou à corte que durante os últimos dias foi construída uma nova estrada que conecta Bir Nabala a Qalandiya, através de um túnel por baixo da estrada "45", obrigando os moradores da aldeia a entrarem em Ramala por Ar Ram e Qalandiya, sem precisar entrar em Jerusalém.

Além disso, o promotor afirmou que há duas semanas foi aberta a passagem de Qalandiya, por onde passam cinco mil pessoas diariamente.

Além disso, as autoridades israelenses proibiram a passagem de veículos entre o bairro de Al Mauahal para Jerusalém pela estrada entre Bir Nabala e Ar Ram, e os habitantes de Al Mauahal terão que passar primeiro pelo terminal de Qalandiya para chegar à Cidade Santa.

Os juízes acreditam que, por razões de segurança, é necessário impedir a passagem direta entre o bairro de Al Mauahal e Jerusalém.

Os palestinos apresentaram um recurso na Corte Suprema contra a construção de um muro na estrada entre Bir Nabala e Ar Ram.

O muro de separação na Cisjordânia, que medirá mais de 700 quilômetros quando estiver finalizado, está sendo construído, na maior parte, em terras palestinas.

A construção isola centenas de milhares de palestinos de seus campos de cultivo ou de outras localidades palestinas. Os moradores só podem se movimentar entre cancelas controlados pelo Exército israelense.

A barreira, construída segundo as autoridades israelenses por razões demográficas e de segurança, se estende pelas aldeias palestinas ao redor de Jerusalém, separando dezenas de milhares de seus habitantes de seus locais de trabalho, de hospitais, de lugares de culto e de escolas, entre outros.

Por outro lado, três deputados da coalizão árabe-israelense Ram Tal se reuniram hoje com os três legisladores do Hamas de Jerusalém que terão suas permissões de residência revogadas pelas autoridades israelenses.

Os deputados do Hamas afirmaram hoje que analisam a possibilidade de apelar à Corte Suprema de Israel da decisão tomada pelo Governo israelense após o atentado suicida de segunda-feira em Tel Aviv, cometido por um militante da Jihad Islâmica e que não foi condenado pelo Governo do Hamas.

Segundo o ministro palestino da Justiça, Ahmed Khalidi, Israel não pode provar que os deputados estiveram envolvidos em atividades ilegais.

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