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30/05/2006 - 20h35
Brasil e Chile reafirmam aposta na integração sul-americana

Brasília, 30 mai (EFE).- O ministro das Relações Exteriores Celso Amorim e o chanceler do Chile, Alejandro Foxley, reafirmaram hoje a aposta de seus países na integração sul-americana, pela qual se comprometeram a trabalhar "no meio da adversidade".

A situação dos diferentes processos de integração regional foi um dos assuntos tratados hoje durante a visita a Brasília de Foxley, que admitiu que, "na América do Sul, há uma série de conflitos abertos e latentes".

Para resolver esses problemas, Foxley considerou "fundamental" a "aliança renovada" estipulada entre Brasil e Chile.

O chanceler chileno avaliou que na região existem democracias "que se renovam e reformam", e disse que tanto o Brasil como o Chile trabalham para que as diferenças que existem sejam superadas.

Segundo Amorim, "há questões complexas" e diferenças entre os países sul-americanos, mas ainda assim expressou sua "certeza de que é preciso trabalhar pela unidade no meio da adversidade".

Em entrevista coletiva, os chanceleres se referiram indiretamente aos recentes conflitos na Comunidade Andina de Nações (CAN), após a saída da Venezuela e a nacionalização de hidrocarbonetos na Bolívia, além das divergências entre Argentina e Uruguai no âmbito do Mercosul.

Amorim e Foxley manifestaram seu apoio à criação da "Comissão de Reflexão Estratégica sobre o Processo de Integração Sul-Americana", que deve se reunir em Montevidéu, em 16 de junho.

Também manifestaram as boas perspectivas que têm em relação à próxima reunião de chanceleres da Comunidade Sul-Americana de Nações, que deverá acontecer entre os dias 3 e 4 de agosto, em Santiago do Chile.

Os ministros do Brasil e do Chile, países-membros do Grupo dos 20 (G20), renovaram também a confiança na possibilidade de um acordo nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), apesar de admitirem que a situação é "difícil".

Amorim negou que as negociações estejam paradas e reiterou a posição do Brasil, no sentido de as discussões no nível técnico estarem "esgotadas" e que agora é necessária uma decisão "política", que deve ser tomada por chefes de Estado e de Governo.

"Achamos que será possível chegar a um acordo, mas será preciso coragem política", disse, sobre as exigências do G20 e de outros países em desenvolvimento, que dizem respeito à redução de subsídios à agricultura nos Estados Unidos e na União Européia (UE).

Amorim disse que, diante dos temores que existem em relação ao fracasso da Rodada de Doha, Brasil e Chile preferem "apostar na brecha de otimismo que ainda existe".

Segundo Foxley, o Chile apostou "há anos" no livre-comércio, mas esclareceu que o que se busca é "um comércio livre e justo". Para isso, é necessário que tanto os Estados Unidos como a União Européia revisem suas posições, pois "todo mundo terá que ceder" em algo.

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