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10/07/2006 - 14h52
Guerrilha chechena diz que morte de líder não põe fim a conflito

Moscou, 10 jul (EFE).- Um representante da guerrilha chechena advertiu hoje que a morte do chefe militar Shamil Basayev não porá fim ao conflito armado na república separatista da Chechênia.

"Enquanto o povo checheno continuar existindo e até que se estabeleçam relações mutuamente aceitáveis entre a Rússia e a Chechênia não haverá paz viável e duradoura", disse à rádio "Eco de Moscou" o representante da guerrilha na Europa, Ahmed Zakayev, por telefone de Londres, onde vive exilado.

O comando da guerrilha separatista chechena confirmou hoje a morte de Basayev, qualificado de "mártir", mas assegurou que o líder morreu na explosão de um caminhão com explosivos e não em uma operação dos serviços secretos russos.

Um representante do comando guerrilheiro, Abu Umar, informou ao site dos separatistas, Kavkaz Center, que Basayev se tornou um "shahid" (mártir), termo usado para os islamitas mortos na "guerra santa contra os infiéis".

Abu Umar confirmou a versão inicial da imprensa russa sobre a morte de Basayev e outros três guerrilheiros, na localidade inguche de Ekayevo, devido a uma "detonação espontânea" dos explosivos que transportavam em um caminhão.

No entanto, o diretor do Serviço de Segurança russo, Nikolai Patrushev, informou hoje ao presidente Vladimir Putin que o "terrorista número um da Rússia" morreu em uma operação especial dos serviços secretos na república da Inguchétia, vizinha da Chechênia.

Zakayev afirmou que "o conflito checheno começou como político e depois se degenerou na violência", em alusão à primeira guerra, de 1994 a 1996, e à segunda, iniciada em 1999 e que o Kremlin já deu oficialmente por encerrada há algum tempo.

O representante da guerrilha na Europa acrescentou que há atualmente na Chechênia "um círculo vicioso de violência, que só pode se romper com manifestações de vontade política. Provocar e acabar com as guerras sempre foi prerrogativa da Rússia, e agora nada mudou".

"A morte de Basayev, como as de (Aslan) Maskhadov, (Dzhokhar) Dudayev, (Abdul-Khalim) Sadulayev e de outros chechenos e russos que perdem a vida nesse massacre sem sentido, não é capaz de resolver o problema", disse Zakayev, referindo-se aos principais líderes separatistas mortos pelas tropas e pelos serviços secretos russos.

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